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Bem vindo ao meu site. Agradeço ao Sr Tarcizio e Dna Arlete ( AICC Anel BB 0215 ) Sem eles nada seria possível .


AGRADECIMENTOS ESPECIAIS : ÉRICA,SOFIA,GABRIEL E ELENICE QUE CANSOU DE VARRER ALPISTE . SR TARCIZIO E DONA ARLETE CANÁRIOS --VOLTA REDONDA--RJ- SÓ PRA SE TER UMA ÍDEIA NO CAMPEONATO BRASILEIRO DOS CRIADORES DE CANÁRIO 2007 REALIZADO EM JULHO. TARCIZIO E ARLETE FICARAM NA FRENTE DE MUITOS CRIADORES COMO: CANARIL ZUCOLLOTO ALVARO BLASINA AVES CAMPINAS CRIADOURO ITAPASSAROS CANARIL GARIBALDI CRIADOURO QUIRIQUIRI CANARIL GONÇALVES CANARIL LUBEL E ETC...... E POR AI VAI .ENTÃO DA PRA VER. QUE O TRABALHO E SÉRIO...E NÃO PRECISA FALAR MAIS NADA.
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Prado canarios -- Rio de Janeiro --


BEM VINDO !!! ......RIO DE JANEIRO......

Caramba nem acredito que cheguei até aqui.Nossa só de pensar .Tudo começou com um simples canario amarelo.E hoje .Bom hoje são alguns canarios .inclusive a 2º geração do 1ºamarelo.

Queria agradeçer em especial ao Sr Tarcizio pelas ótimas matrizez que me passou e pela confiança e credito que me deu .

E a voçe Érica que teve de conviver com canarios dia e noite ate o canaril ficar pronto.Ae,em.virou maria mesmo varrendo alpiste dia e noite.




O TEXTO ABAIXO FOI TIRADO DA INTERNET .ATÉ PORQUE NÃO SOU PROFISSIONAL.PARA MIM E APENAS UM HOBBY SEM FINS LUCRATIVOS.


A ORIGEM DOS CANÁRIOS
Os canários são originários do Arquipélago das Canárias. A maneira como o canário se propagou é muito polêmica pois enquanto uns dizem que foram contrabandeados outros afirmam que nas exportações só de machos que se faziam na época, seguiram também, por engano, algumas fêmeas. Hoje o canário é o pássaro mais popular do mundo e a canaricultura atinge um alto grau de desenvolvimento.

LOCAL ONDE CRIAR
Qualquer local, desde que abrigado de correntes de ar e isento de umidade. Um cuidado importante: o combate ao mosquito inimigo feroz do canário. Um picada, geralmente ao redor das unhas, provoca inflamações difíceis de serem curadas e muitas delas são fatais.

GAIOLAS E ACESSÓRIOS
As com estrados e comedouros externos, além de mais higiênicas, são mais funcionais e facilitam o trabalho do criador. Nas paredes deve-se usar suporte para pendura-las evitando o contato direto. Os poleiros devem ser de espessura adequada, não permitindo o tocar das unhas na parte inferior dos mesmos. Banheiras de tamanho grande e comedouros e bebedouros de plástico.

FORMAÇÃO DO PLANTEL
É um item de importância capital, pois de uma boa escolha dos componentes do plantel mais de 50% dos sucessos de uma criação. Adquira somente pássaros sadios e dentro do padrão de raças estabelecido pelo clube de Canaricultura. Filie-se a um deles. Peça orientação a seus diretores especule. Não se deixe iludir por preços baixos. Visite os criadores de reconhecida capacidade e idoneidade.

ALIMENTAÇÃO
Existe um grande número de fórmulas de farinhadas. Escolha a que lhe parecer mais simples e eficiente. Semente básica é o alpiste com 15% de aveia e 15% de colza. As verduras são: almeirão, chicória, sempre bem lavadas.

ACASALAMENTO
O período de cria inicia-se em junho. Acasale somente os exemplares sadios. Isso se conhece pelo comportamento do casal: o macho cantando vigorosamente e a fêmea batendo as asas ao pular de um poleiro para outro. Realizando o acasalamento e não havendo nenhuma irregularidade, dentro de mais ou menos 8 dias ela inicia a postura que varia entre 3 a 5 ovos, os quais devem ser retirados diariamente e guardados em um recipiente com sementes redondas, devendo-se virá-los todos os dias para que a gema não precipite. Coloque um ovo plástico no ninho e quando o último ovo for posto, geralmente mais azulado que os demais, volte com todos para o ninho permitindo, assim, que depois de treze dias de choco nasçam todos os filhotes no mesmo dia.

INCUBAÇÃO
Dura, como foi dito acima, 13 dias, sendo que no sétimo dia já podem ser observados através de um foco de luz os ovos que, se galados, apresentam uma tonalidade opaca.

NASCIMENTO E ALIMENTAÇÃO DOS FILHOTES
Nascidos os filhotes, deve-se retomar cuidado para que não falta alimento, principalmente farinhada com ovo e a verdura.

ANILHAMENTO
Por volta do sétimo dia devemos anilhar os filhotes. A anilha é um anel inviolável de alumínio onde estão gravados todos os dados necessários a identificação do canário. Esses anéis devem ser adquiridos no clube que o criador se filiar.

SEPARAÇÃO
Normalmente separam-se os filhotes dos pais aos trinta e cinco dias de idade.
POSTURA
A postura do primeiro ovo sucede-se 6-8 dias após a primeira cópula e as posturas mais freqüentes são as de 3 a 4 ovos. A canária normalmente põe os ovos em dias seguidos, mas em alguns casos pode ocorrer intervalo de um dia entre um ovo e o seguinte.
Nas primeiras horas da manhã (5 a 7 hs) a canária realiza a postura e depois é coberta pelo macho, o que assegura a fecundação dos ovos posteriores. Por isso, não é conveniente entrar no criadouro muito cedo.
Todas as manhãs, depois das 7 horas, os ovos recém-postos devem ser retirados e substituídos por ovos plásticos. Os ovos recolhidos devem ser colocados em recipiente com areia, algodão ou semente esférica (evitar sementes pontiagudas como o alpiste, que podem perfurar a casca) e mantidos em temperatura ambiente. Após a postura do último ovo, que normalmente é de cor mais escura, os ovos devem voltar ao ninho, sendo este considerado o primeiro dia de incubação. A razão deste procedimento é para que os filhotes nasçam no mesmo dia e tenham a mesma oportunidade de desenvolvimento
INCUBAÇÃO
Normalmente a incubação é de 13 dias e nesse período é conveniente que o ambiente seja tranqüilo e que as manipulações na gaiola sejam rápidas, evitando-se perturbar a canária.
Durante a incubação os ovos perdem água através da casca que é porosa e permite também o intercâmbio de gases necessários para a vida do embrião. Nesse processo de "respiração do ovo" o vapor da água expelido deve ser reposto. Daí a necessidade, nesse período, de umidade relativa do ar mais elevada. As canárias por instinto regulam a umidade molhando suas penas, sendo conveniente colocar banheiras, particularmente ao final da incubação (3-4 dias antes do final), momento em que os ovos necessitam de maior umidade e menor temperatura para que os estímulos de eclosão sejam eficazes e os filhotes possam romper facilmente a casca (70-90% de umidade). Se a fêmea não se banha é conveniente pulverizar os ninhos com água.
Em períodos de baixa umidade pode-se também colocar esponja úmida no fundo da gaiola, embaixo do ninho.
Durante a incubação pode-se fazer o diagnóstico da fertilidade dos ovos a partir do 5° ou 6° dia, examinando-se por transparência através de um foco de luz e comprovando a existência do complexo embrionário. Para isso emprega-se um "ovoscópio" que consiste numa caixa contendo uma lâmpada no interior e um orifício sobre o qual se coloca o ovo.
Observando-se um ovo não fecundado, por esse método, a gema é perfeitamente distinguida, enquanto nos ovos fecundados, a partir do 3° ou 4° dia da incubação já não se distingue a gema, como se ela estivesse misturada com a clara.
Com a prática, a olho nu pode-se distinguir os ovos "claros" dos fecundados, pois estes, aos seis dias de incubação adquirem uma coloração mais intensa e fosca.
Segundo Perez e Perez (Bases biológicas y de aplicación practica de la canaricultura), os ovos abortados constituem perigo pelas emanações que produzem sobre os ovos normais, podendo ser esta a causa do fracasso da incubação. Por essa razão, esse autor recomenda a ovoscopia em dois períodos, aos 5-6 dias para descobrir ovos infecundados e aos 10-11 dias para eliminar os embriões mortos.
NASCIMENTO

Na maioria dos casos o nascimento se produz exatamente no 13° dia de incubação. Entretanto, se o nascimento não ocorrer dentro do previsto, deve-se ter paciência e aguardar. Várias circunstâncias podem causar o atraso. Há fêmeas que não chocam e saem do ninho com freqüência. A falta de umidade também pode influir. Não abra ou jogue fora um ovo pelo menos até o 15° dia de choco e, mesmo assim, faça mais um teste de vitalidade.
Para isso colocam-se os ovos em um recipiente com água morna e aguarda-se alguns minutos. Se o embrião estiver vivo, o ovo flutuará com a ponta para baixo, uma vez que a câmara de ar ocupa o pólo mais largo e balançará ligeiramente. Os ovos abortados flutuarão de lado, sem movimentos pendulares, ou afundarão.
ALIMENTAÇÃO DOS FILHOTES
Deve-se oferecer aos pais alimentação farta e variada.
A farinhada com ovo cozido deve ser administrada em pequenas quantidades e várias vezes ao dia.
Pode-se usar verduras como o almeirão, chicória e couve, sempre muito bem lavadas e frescas, bem como maçã e jiló.
O uso de variedades de sementes também é muito importante.
Além do alpiste, a aveia sem casca (especialmente na primeira semana) e o níger devem ser oferecido; em comedouros separados. Alguns criadores costumam usar pão molhado no leite, com muita aceitação pelas fêmeas. O preparo é feito usando pão d\\"água amanhecido, descascado e cortado em fatias, que são mergulhadas em água. As fatias intumescidas são espremidas e colocadas novamente na água, repetindo a operação várias vezes. Depois, mergulhadas em leite, novamente espremidas e oferecidas aos pássaros.
SEPARAÇÃO DOS FILHOTES
A permanência no ninho até 20 dias é considerada normal. As ninhadas bem nutridas deixam o ninho entre 15 e 18 dias. Poucos dias depois, os filhotes começam a bicar os alimentos, principalmente a farinhada, frutas e verduras. Com um mês devem descascar e quebrar as sementes, podendo então ser separados dos pais.
Uma regra prática interessante é não separar os filhotes enquanto não percam as penugens da cabeça (espécie de pêlos).
Normalmente, por volta do 25° dia, a fêmea inicia outro ciclo e começa a se preparar para nova postura. Nesse período os pais podem depenar os filhotes em busca do material para confeccionar o novo ninho. Isso pode ser evitado, separando-se os filhotes dos pais pela grade divisória da gaiola e oferecendo ao casal material para a confecção do ninho. Os pais alimentam os filhotes pela grade, bastando para isso à colocação de poleiros baixos e próximos à grade divisória, dos dois lados.
É conveniente não vender os filhotes até eles completarem 2 meses, ainda mais porque eles não teriam valor comercial,além do stress ao qual eles são submetidos

CAUSA DA MORTE DO FILHOTES
Quando os filhotes morrem até ao terceiro dia, normalmente é porque os pais não os alimentam suficientemente bem, e vão enfraquecendo,a cabando por morrer nos três primeiros dias.
Daí ser sempre conveniente, no mínimo, observar de manhã, por volta das 8 horas se já têm o papo cheio, se não teremos que lhes dar a comida. Também é conveniente verificar por volta das 12 ou 13 horas, idem, depois pelo menos à noite, antes cerca de uma hora das luzes se apagarem, ou no caso de ser iluminação natural, antes do anoitecxer, que é para eles não passarem a noite toda sem nada no papo. Quando os pais não os alimentam, deveremos dar papas de 2 a 3 horas de intervalo no máximo, nos primeiros 5 dias. É que normalmente após uns dias de termos colaborado na alimentação dos filhotes, entretanto estes já ganharam força suficiente para pedirem a comida aos pais, passando estes a alimenta-los convenientemente. Também, será oportuno lembrar que nesta altura a iluminação deverá ter a duração pelo menos de 15 horas, das 6:30h da manhã, as 21:30 horas da noite.
Existem no mercado especializado, papas próprias para a cria à mão, por palito ou através de seringa, devendo no entanto escolher-se a mais adequada ao tipo de raças que estamos a criar.
A título de exemplo lembro que o valor protéico das papa terá que variar conforme os tamanhos das raças, assim dou alguns exemplos, raças de pequeno porte, como: os Canários de cor, Glosters, fife-Fancy e Lizards, necessitam até ao trinta dias de papas (quer de cria à mão, quer de comedouro), com um valor protéico bruto de aproximadamente 26%. Para canários de médio porte, como: Border, Norwich e Frizado do Sul, cerca de 29%, para grande porte, como: Crest, Yorkshire, Frizado do Norte e Pduano, cerca de 32%, e para raças gigantes, como o: Lancashire e Frizado Parisiense, 38% de proteína bruta. É claro que não encontrará papas no mercado com todas as características, pois ficam muito mais caras, devo dizer que a papa que eu utilizo para os meus Parisienses, deverá juntar à papa de cria à mão Proteínas vegetal e animal, ou seja, por exemplo de soja e lactoalbumina, que contém todos os aminoácidos necessários ao desenvolvimento, devendo ser equilibrada em 45% de proteína vegetal: 55% de proteína animal, acompanhadas de fosfato bicalcico, para um melhor desenvolvimento ósseo.
Nesta altura a Gordura bruta deverá ter um valor máximo de 8%, os minerais que na vida normal são de 3%, nesta altura terão de triplicar, as fibras e cinzas na ordem dos 3%. É conveniente entre a mistura que se fornece a os papas, os Hidratos de Carbono andarem pelos 58 a 60%, o que quer dizer que não se deve fornecer muita aveia juntamente com o alpiste, pois torna-se muito indigesta.
A ambas as papas deveremos juntar um Probiótico à base de lactobacilos, para reposição constante de flora intestinal, e um antibiótico leve, próprio para crias, para prevenção de doenças intestinais. A papa de cria à mão normalmente só é utilizada durante os primeiros 8 a 10 dias, pois a partir dessa altura não a aceitam mais, daí, na papa que se coloca no comedouro para os pais a fornecerem aos filhotes, deverá continuar a possuir as qualidades protéicas e todas as outras acima referidas, pelo menos nos primeiros 30 dias de vida.
Se morrerem após o quinto ou sexto dia, é bem mais grave, pois se passam os 3 primeiros dias, não se trata de falta de alimentação, mas sim de doença, pois, muito embora eles possam morrer em estado de eventual magreza, deve-se ao fato de estarem doentes e os pais ao constatarem isso, na maioria dos casos acabam por lhes deixar de dar comer.
Normalmente a doença que aparecer entre quinto e o décimo segundo dia é a Colibacilose, originada pela bactéria Ech.Coli, que é a que mais mata no ninho, a par eventualmente da Proventiculite.
Se os pais estão aparentemente bem, é Colibacilose. Se os pais estão um pouco abatidos, a ficar gradualmente magros, é bem pior, é Proventriculite, e esta doença praticamente não tem cura.
Vamos começar pela hipótese da Colibacilose; A colibacilose normalmente tem duas vertentes que atacam ao mesmo tempo, que é a de via intestinal e a de via respiratória, daí há necessidade de efetuar um tratamento, 5 dias antes da previsível postura (este tratamento põe-os imunes durante 15 dias a 3 semanas), com um antibiótico que possua a capacidade de prevenir a Colibacilose, Coccidiose, Salmonelose e Micoplasma, que normalmente será necessários associar-se dois antibióticos, que sejam compatíveis, administrar pelos menos 5 dias, sempre com complexo vitamínico-mineral-aminoácido.
Tal como outros grandes criadores nacionais e estrangeiros, eu não aconselho dar legumes na época das criações, pelo menos nos primeiros dias pois embora sejam muito apetecíveis, são a causa da origem da salmoneloses e colibaciloses, já que ou estão mal lavados, ou demasiado indigestos, face à fermentação, para além de nos canários de porte ser um fator de fraco desenvolvimento. Eu próprio não dou legumes aos meus canários há três anos, e tenho casais a criar desde 1995, que nunca estiveram doentes. Claro que, os legumes são ricos em minerais e sódio, que tudo isto é facilmente substituível com um complexo multimineral (eu utilizo um à base de extratos de algas). O sódio resolveremos com uma colher de sopa de sal de cozinha, por cada quilo de papa. O sódio é importante porque evita o picacismo e canibalismo. Quanto à fruta, nesta altura não dar mais que um pouco de maçã e ou cenoura cortada e não ralada, pois a cenoura ralada azeda e fermenta de imediato, uma vez por semana.
Dar menos sementes negras (gordas) e mais papas, devendo 15 dias antes das criações dar dia sim dia não, dar todos os dias durante a época da postura, parar na incubação e recomeçar a dar 2 dias antes do filhotes nascerem, a partir daí dar todos os dias até à sua separação, entretanto os pais no novo ciclo da incubação, continuando os filhotes com papa diária até os 45 dias, retomando depois uma alimentação normal.
Se a papa é de molhar, nunca deve ficar de um dia para o outro, e se a umidade da papa é grande, e a umidade ambiente é mais de 60%, deverá estar disponível para os canários no máximo 2 horas.
À noite convém deixar a chamada papa úmida (de ovo), e para a enriquecer um pouco, deverá juntar-se lhe papa úmida de insectívoros, pois tem maEMFERMIDADES MAIS COMUNS EM CANÁRIOS

ENTERITE
Sintomas: Dores abdominais, diarréia, plumas da cloaca sujas pelas fezes, estrias de sangue. Abdômen duro, vermelho violeta. Pára de cantar. Tem muita sede. Emagrecimento rápido.
Tratamento: Dependendo da causa: Vermífugos, coccidiostáticos, antibióticos, antimicóticos. Eliminar as verduras. É útil a administração de 2 gotas de Aderogil no bebedouro de 50 cc.

INDIGESTÃO / CONSTIPAÇÃO
Sintomas: Ventre inchado. Fezes duras, cloaca inchada e de cor vermelha. Dificuldade de evacuação.
Tratamento: Dar no bico 2 gotas de óleo de parafina. Introduzir, prudentemente, na cloaca um pouco de azeite de oliva. Administrar verduras, maçã e infusão de tília para beber.

COLIBACILOSE
Sintomas: Sonolência. Falta de apetite. O pássaro se retira para um canto da gaiola. Diarréia esverdeada que deixa as penas ao redor da cloaca sujas. Vômitos freqüentes de alimentos misturados a uma substância e a um fluido esverdeado. Nesses casos a mortalidade é muita elevada entre o primeiro e o segundo dia.
Tratamento: Dentre outros, mencionamos: Zooserine, quemicetina solúvel, Cloranvex e Gentamicina (colírio 1 gota no bico). A medicação deve ser oferecida conforme a bula.

SALMONELOSE
Sintomas: Na forma fulminante o pássaro se retira para um canto da gaiola e fica a dormir, com as penas soltas, asas caídas e com a respiração ofegante. Morte repentina. A parasitose em forma fulminante tem incubação de 1 a 3 dias.
Tratamento:O mesmo descrito no item 3. Além desse, pode ser feito tratamento com sulfas (Vetococ, Neosulmetina, Coccirex). Nota: Durante a criação deve ser evitado o uso indiscriminado de produtos com sulfa, porque esterilizam o macho por 22 dias aumentando bastante o risco de complicações com Cândida.

SALMONELOSE
Forma aguda incubação (3 a 5 dias). Sintomas: Na forma aguda o pássaro pára de cantar. Falta-lhe vivacidade e o mesmo se retira para o canto da gaiola com as penas eriçadas e os olhos semi-cerrados. Inapetência, muita sede e diarréia verde-amarelada. Cloaca suja de fezes, ventre inchado e respiração ofegante.
Tratamento: Além dos medicamentos indicados no caso precedente, dar sulfas com os cuidados recomendados. Os pássaros que conseguem ser curados ficam por via de regra, portadores de germes.

STREPTOCOCOS
Sintomas: Sono contínuo. O pássaro se isola em um canto da gaiola. Cloaca suja pela diarréia. Emagrecimento rápido. Respiração ofegante. A cauda e as asas caídas. Aumento do ritmo respiratório, bico aberto. O pássaro pode, de tempos em tempos, emitir ruído agudo.
Tratamento: Durante 5 dias deve ser oferecido ao pássaro doente um dos seguintes produtos: 100 PS (vide bula), Linco Spectin (1 g para 1,5 I. de água), Tylan 200 (1 gota no bico).

TIFOS
Sintomas: Asas caídas, penas soltas e diarréia verde. Mortalidade muita elevada e rápida, entre 12 e 24 horas. Tratamento: O mesmo que os itens 3 e 5. 8 -

HEPATITE
Sintomas: Falta de apetite ou fome exagerados. Manchas violáceas no ventre, com hipertrofia do lóbulo hepático.
Tratamento: Pro Livre (5 gotas no bebedouro) noz vômica, Antitóxico SM (vide bula), Epocler (10 gotas no bebedouro por 5 dias). Recomenda-se suspender a farinhada e manter somente alpiste e chicória.

VARIOLA / BOUBA (forma aguda)
Sintomas: A princípio, não apresenta nenhum sintoma particular. O pássaro fica apático e se retira para um canto da gaiola com as penas eriçadas e respiração difícil. Na chamada forma diftérica o vírus provoca o aparecimento de pequenas placas como se fossem membranas branco amareladas na boca e nas vias respiratórias causando sérios problemas.
Tratamento: Neste caso a antibioticoterapia é geralmente ineficaz; a única ação válida é preventiva por vacinação. Existe a francesa "Kanapox" Rhone Merieux e a americana "Poximune C" Biomune Inc.

Varíola/Bouba(forma crônica)
Sintomas: A princípio, a queda de pequenas penas ao redor dos olhos. As pálpebras engrossam. Pode parecer plefarite com secreção purulenta que fecha o olho. Lesões epiteliais típicas da varíola. Furúnculos com até 5mm de diâmetro, de cor amarelada/esbranquiçada cheios de líquido purulento. Por vezes eles se cobrem de uma membrana que parece casca e atinge com mais freqüência a fixação do bico junto a cabeça e cavidade interna do bico, faringe e ouvidos. As generalidades dos sintomas são aquelas da forma aguda
Tratamento: A forma cutânea pode ser tratada com tintura de iodo ou mercúrio cromo em uma solução alcoólica a 3% ou Thuya. A Quemicetina (4 gotas no bebedouro) pode, em alguns casos, mostrar eficiência.

CORIZA
Sintomas: Falta de vivacidade, anorexia, corrimento de cerume das narinas, que pode se tornar um ranho purulento, continuamente freqüente, com tosse. Respiração difícil. Mucosa congestionada.
Tratamento: Limpar as cavidades das narinas com algodão impregnado com permanganato de potássio solução 1/1000. Dar um dos seguintes remédios 100 PS conforme a bula. Linco Spectrin 1 g em 1,5 L. de água, Tylan 200, 1 gota no bico. O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento da doença.

DOENÇA RESPIRATÓRIA (crônica) - D.R.C.
Sintomas: Dificuldade de respiração, espirros, corrimento nasal e ocular. Esta doença é bastante semelhante a coriza.
Tratamento: Tylan 200 (1 gota no bico), Linco Spectin (1g em 1,5 I. de água), Ofticor (2 gotas no bico). Tratamento de 1 semana.

SINUSITE INFECCIOSA
Sintomas: Corrimento freqüente das narinas e dos olhos que ficam injetados com inchação ao seu redor, podendo apresentar pus. O pássaro não come e permanece com a cabeça embaixo das penas recolhido num canto do poleiro ou no fundo da gaiola. Esfrega, seguidamente, o bico contra o poleiro ou arame. Respiração difícil.
Tratamento: Lavar as narinas e olhos com água morna. Pingar 1 gota de Hidrossin em cada narina. Na água pode ser usado Auromicina Avícola, Vetococ, Tylan 200 ou Linco Spectin. A medicação deve ser oferecida conforme a bula.

PNEUMONIA
Sintomas: Falta de vivacidade. Respiração difícil. O bico pode ficar com uma cor violeta. O pássaro coloca a cabeça para trás debaixo da asa. A cauda acompanha o ritmo respiratório. Febre, asas caídas, penas eriçadas.
Tratamento: Baytril ou Tylan 200 (1 gota no bico) Linco Spectin, Oftcor (2 gotas no bico). Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada.

AEROSACULITE
Sintomas: Respiração difícil e ruidosa com silvos pronunciados. Falta de vivacidade, o pássaro fica infértil e não canta.
Tratamento: O mesmo do item 14.

ASMA
Sintomas: Respiração difícil com acesso asmático muito intenso e freqüente. queda do poleiro; morte por asfixia. Nos casos muitos graves, imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas. Respiração acelerada intermitente com emissão do pequemos gemidos.
Tratamento: Administrar os mesmos medicamentos do item 14.

MUDA ANORMAL
Sintomas: Muda de penas fora de tempo, irregularidade na formação das penas ou quedas contínuas.
Tratamento: Identificar e sanar o problema que pode ser: Mudanças bruscas de temperatura; excesso de calor ou frio; local muito úmido ou muito seco; correntes de ar; mudança de alimentação; Stress; baixa luminosidade durante o dia; excesso de luminosidade artificial. Identificada a causa, administrar boa farinhada enriquecida com vitaminas e minerais diariamente.

TEIGNE
Sintomas: manchas redondas ao redor das pálpebras, perto do bico ou ainda nos ouvidos com formação de escamas secas.
Tratamento: desinfetar bem a gaiola, com Biocid. Aplicar com cautela pomada antimicótica, Canesten.

PARASITOSE EXTERNA
Sintomas: queda de plumagem, emagrecimento, anemia demonstrando as patas pálidas e olha comprimidos.
Tratamento: desinfetar a casa 3 meses com Kil Red (20 g para 6 litros de água), gaiolas, equipamentos e pássaros. É indispensável que o produto seja pulverizado nas paredes e estantes. O SBP também pode ser usado, contudo, como se volatiliza rapidamente, o risco de reinfestaçâo é maior.

PIPOCAS DA PATAS
Sintomas: inchação das juntas e furúnculos nas patas.
Tratamento: Aplicar pomada Nebacetin até a cura e dar na água 5 gotas de Benzitrat.

STREES
Sintomas: O pássaro fica sonolento, abatido. Muito especialmente ao retornar de exposições ou viagens longas. Tumulto dentro do canaril provoca agitação nos pássaros, causando-lhes stress.
Tratamento: administrar vitaminas: Potenay 812, ou Vita Gold (5 gotas no bebedouro) e farinhada reforçada com Rosivolt, maça, verdura e jiló.

INFERTILIDADE
Sintomas: ovos claros, o pássaro não entra em forma para reprodução . A fêmea recusa sempre o macho ou vice versa.
Tratamento: vitaminas e alimentação sadia devem ser oferecidos aos pássaros para que na época da reprodução estejam em forma. E recomendável adicionar em 1 quilo de farinhada seca 2 gramas de Vitamina "E" em pó.

CANDIDIASE
Sintomas: Penas arrepiadas, falta de apetite, dificuldade para ingerir alimentos, vômitos e as vezes diarréia.
Tratamento: Assim que aparecer os primeiros sintomas, bons resultados são conseguidos com Micostatin (1 gota no bico) e 8 gotas no bebedouro. Nizoral (1 comprimido transformado em pó adicionado a 1 quilo de farinhada seca) também produz bom efeito.

COCCIDIOSE
Sintomas: A cossidiose raramente provoca mortes rápidas. As penas ficam eriçadas, a ave fica abatida surgindo 0 osso do peito saliente, chamado de peito de falcão. Desidratação e diarréia com fezes com estrias de sangue ou de coloração bem escura.
Tratamento: Vetoco, Coccirex e Amprolium. Os medicamentos devem ser ministrados de acordo com as bulas. Recomenda-se adicionar a farinhada complexo vitamínico e Hidrax ou Pedyalite.

ASPERGILOSE RESPIRATÓRIA
Sintomas: O tratamento é difícil; o ideal é prevenir tratando as sementes com um alumino silicato (seqüestraste). De qualquer forma a cura pode ser tentada com Ancotil na dosagem de 120 a 250 mg por quilo de farinhada seca, oferecida por 3 dias. Movimento de cauda acompanhando a respiração, abrir e fechar do bico com muita freqüência. A respiração em alguns casos é bastante ruidosa.
Tratamento: Não há tratamento satisfatório com medicamentos específicos, contudo, algum resultado pode ser conseguido com NF 180 (2 g para 1 quilo de farinhada seca) e complexo vitamínico para melhorar a resistência.

ÁCAROS RESPIRATÓRIOS
Sintomas: acesso asmático repentino, porém mais freqüente à noite e à tardinha, ou depois de se alimentar. Respiração penosa, sibilante, com assobio. Acesso de tosse com expectoração contento muitas ácaros. Plumagem em desalinho, abertura do bico sincronizada com os movimentos respiratórios. Após as crises, os pássaros voltam ao estado de aparente normalidade. A presença de ácaros respiratórios Sternostoma Traqueacolum - ocorre, em maior ou menor grau, na maioria dos criadouros.
Tratamento: isolar o pássaro doente. Desinfetar as gaiolas todos os dias com solução Biocid na proporção 2 ml por litro de água. Aplicar vacinação adotando o processo de arrancar algumas penas da coxa do pássaro, esfregando, levemente, uma gota de Ivomec. A medição deve ser repetida 15 dias após e na segunda aplicação da vacina não havendo melhora do pássaro, o mesmo não está acometido de ácaros, devendo ser tentado outro tratamento.

CARÊNCIA DE VITAMINAS
Sintomas: falta vigor, queda de penas fora de época e falta de apetite. Os machos não cantam e de modo geral pássaro fica adormecido durante o dia no fundo da gaiola.
Tratamento: oferecer 5 gotas de Potenay B12 ou Vita-Gold em bebedouro de 60 ml de água, diariamente. Alternar com Ferro SM no bebedouro por período de 15 a 20 dias. Alimentação enriquecida com maça, jiló e verduras em dias alternados durante 30 dias. Banhos nos dias quentes e sol durante 15 minutos no horário da manhã. A farinhada com ovo cosido não deve faltar.
is proteína. Dezembro/Janeiro
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.
Janeiro/Fevereiro
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.
Fevereiro/Março
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.
Março/Abril
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.
Abril/Maio

Maio/Junho
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.
Junho/Julho
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno
Julho/Agosto
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.
Agosto/Setembro
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.
Setembro/Outubro
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.
Outubro/Novembro
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.
Novembro/Dezembro
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamen


Existe uma preocupação dos criadores, em proporcionar a seus canários uma alimentação baseada em vitaminas, e alguns criadores procuram um remédio que proporciona uma prole saudável e um elevado número de filhotes.

Vitamina A
Essencialmente para o crescimento da ave atua sobre a audição e o equilíbrio da ave e visão.
Indicações: Nas hipovitaminoses e suas manifestações. A Carência da vitamina A pode ocasionar: afecções oculares: conjutivos, querato conjuntivos. Cegueira noturna em caninos e felinos.
Aves: O sintoma de deficiência da vitamina a é crescimento retardado. Nas reprodutoras ocorre diminuição na produção de ovos.
Modo de Usar: 1g a 3g por Kg de ração.
Encontra-se nas verduras, na casca de maçã, cenoura gema de ovo e no óleo de fígado de bacalhau.

Vitamina B
Atua no sistema nervoso, previne doenças do fígado, rins e coração. Encontra-se na levedura de cerveja, trigo, cascas das sementes, verduras, gema de ovo, tomate.

Vitamina B1
Atua no desenvolvimento muscular, sistema nervoso, postura e desenvolvimento do embrião.
Indicações: Polineurites e inapetência em caninos e felinos. A carência da vitamina B1 pode ocasionar: transtornos gastrointestinais em caninos e felinos.
Aves: a deficiência de vitamina B1 traz desordens nervosas em aves jovens ou adultas, culminando em uma paralisia característica chamada polineurite.
Modo de Usar: 1g a 3g por Kg de ração. Encontra-se na maçã, gema de ovo.

Vitamina B2
Atua nos ovos, dando maior fertilidade, crescimento dos filhotes e sistema nervoso, a falta pode causar raquitismo e o peso baixo.
Indicações: Auxilia nas convalescenças, atraso de crescimento, algias e alterações neuromusculares.
Aves: a deficiência da vitamina B2 causa baixa eclosào e embriões com dedos torcidos e deformados.
Modo de Usar: 1g por Kg de ração a 2g por 10Kg de ração.
Encontra-se no alpiste, gema de ovo, leite, óleo de fígado de bacalhau.

Vitamina B3
Fortifica e mantem a textura da pela. Encontra-se na gema de ovo e nas sementes.

Vitamina B6
Atua sobre o fígado, sistema nervoso, crescimento e a pele.
Indicações: Auxilia o crescimento e a reprodução. Melhora o apetite.
Aves: a deficiência da vitamina B6 ocasiona movimentos desordenados, seguidos de convulsões, exaustão e morte.
Modo de Usar: 1g por Kg de ração a 2g por 5Kg de ração.
Encontra-se nos cereais, almerião e gema de ovo.

Vitamina B12
Necessária no crescimento e nascimento dos filhotes.
Indicações: Nas anemias macorcíticas e nas produzids por hemorragias e atos cirúgicos. Utilizada no tratamento de doenças anemiantes. Revitalizador das forças durante o crescimento, convalescenças e nas perdas de peso e apetite.
Aves: a vitamina B12 é essencial para as aves jovens e também aves reprodutoras.
Modo de Usar: 1g por Kg de ração a 3g por 10Kg de ração.
Encontra-se nos complexos vitaminicos como: farinha de peixe, complexo B, Vitamina A, Daiamineral, Gerval em pó e Terragran.

Vitamina C
Previne das enfermidades infecciosas no aparelho respiratório.
Indicações: Nas hipovitaminoses provocadas por defeitos da síntese ou absorção desta vitamina. Aumenta as defesas orgânicas nas convalescenças de doenças infecciosas, hemorrágicas e febris.
Aves: utilizada na prevenção e tratamento do estresse, viagens e mudanças de alojamento.
Modo de Usar: 0,5 por Kg de ração a 2g por 10Kg de ração.
Encontra-se nas frutas frescas, alimento verde.

Vitamina D
Atua na boa formação ossea, combate o raquitismo.
Indicações: No tratamento do raquitismo e osteomálacea. Regula a fixação de cálcio e fósforo nas consolidações de fraturas e diastrofia óssea. Nos períodos de crescimento e lactação.
Aves: a deficiência da vitamina D3 ocasionará cascas finas e quebradiças nos ovos ou memos paraliação da postura.
Modo de Usar: 1 a 2g por Kg de ração.
Encontra-se na natureza através dos raios solares, no óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo e verduras.

Vitamina E
Atua na reprodução, ajudando numa boa fecundação dos ovos.
Indicações: Para restabelecer os níveis de vitamina E.
A carência da vitamina E pode ocasionar: azoospermia e necrospermia nos machos; infertilidade, abortos e esterilidade nas fêmeas.
Aves: a vitamina E é indicada para o melhor sucesso das reprodutoras e eficiências na eclosão.
Modo de Usar: 1g por Kg de ração a 2g por 10Kg de ração.
Encontra-se no óleo de germe de trigo, gema de ovo e verduras.

Vitamina H
Indicações:Dermatite, atraso no crescimento, anorexia.
Aves: a deficiência da biotina (vitamina H) ocasiona dermatite. A base dos pés fica áspera, calosa e se arrebentam, formando hemorragias.
Modo de Usar: 2g por Kg de ração a 2g por 5Kg de ração.

Vitamina K
Indicações: Anti-hemorrágico e diminuidor do tempo de coagulação do sangue. Como acelerador da protrombina do sangue. Uilizada nas fases prés o pós cirúrgicas.
Aves:aumenta a resistência a hemorragias e diminui o tempo de cicatrização.
Modo de Usar: 1g por Kg de ração a 3g por 10Kg de ração.

Cálcio
Um forte componente para a formação e reforço do esqueleto, e do aparelho reprodutor das fêmeas.
Emcontra-se no osso moído, farinha de ostra e nos ossos de peixe.
Cobalto e cobre
São minerais que atuam como catalizadores no organismo das aves, deve ser empregados junto com as vitaminas.
Cloreto de sódio

Possibilita aos glóbulos vermelhos sua função de portadores de oxigênio e permiti a dupla decomposição mediante a qual o organismo separa os sais de potássio. tos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!!!






















É MACHO OU FÊMEA ?
Esta pergunta é a que mais se faz ouvir em época de exposição ou a que antecede a formação de casais.
É uma situação difícil, porque nem sempre o exemplar se apresenta em condições normais, está magro, devido a uma deficiência alimentar ou está se restabelecendo de alguma infecção, neste caso todas as barrigas são iguais.
O procedimento mais comum é de assoprar as penas do abdomem e verificar se a barriga for pequena, curta, com espigão já virado para cima será macho, comprida na forma de ponta de um charuto estamos diante de uma fêmea.
Os canários da linha escura além desta verificação, a quantidade de feomelanina no manto das fêmeas será sempre em maior quantidade que no manto dos machos, ou seja toda fêmea tem mais canela nas costas, faça a comparação antes de perguntar.
No caso em que o macho é portador de uma mutação ligada ao sexo, a fêmea normal para essa mutação, todo filhote que nascer com a cor da mutação do pai, será uma fêmea.
Nos mosaicos, no transcorrer da muda o filhote que tiver a cabeça acentuada por uma máscara característica da raça será um macho

Verificamos detalhes na figura abaixo:


A criação de canários, vem a muito tempo sendo feita pela mão do homem, conseguindo grandes váriações de cores e raças de canários; mas ainda hoje, pode-se encontrar nas Ilhas Canárias em seu "habitat" natural o canário ancestral, o qual deu origem as mais diversas cores e mutações hoje existentes; que o homem conseguiu através de cruzamentos e um rigoroso controle genético. Com menos que 500 anos de criação em cativeiro o homem conseguiu fixar mais de 460 cores diferentes, onde cada cor possui suas características próprias que deverão ser mantidas através de cruzamentos. Existem algumas regras básicas que o criador deve seguir para obter os canários dentro de suas características.



ACASALAMENTO BÁSICO

Linha Clara X Linha Clara
Linha Escura X Linha Escura
Sem Fator X Sem Fator
Com Fator X Com Fator
Intenso X Nevado
Mosaico X Mosaico
Diluído X Diluído
Oxidado X Oxidado

LINHA CLARA
São canários que não possuem pigmentos melânicos (negros ou marrons) em sua plumagem. Ex: Amarelo, Branco, Vermelho. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).

LINHA ESCURA
São canários que possuem pigmentos melânicos (negros ou marrons) em sua plumagem. Ex: Verde, Cobre, Azul, Ágata, Acetinado, Isabelino, etc., (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico). Sem Fator: São canários que não possuem pigmentos lipocrômicos vermelho na plumagem.

Ex: Amarelo, Branco, Verde, Azul, Ágata Amarelo, etc. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).

COM FATOR
São canários que possuem pigmento lipocrômicos vermelho na plumagem. Ex: Vermelho, Cobre, Ágata Vermelho, Isabelino Vermelho, Acetinado Vermelho, etc. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).

INTENSO
São canários que possuem pigmentos lipocrômicos (amarelo ou vermelho) que se depositam em toda extensão da pena. (Tanto na linha clara ou escura).

NEVADO
São canários onde o pigmento lipocrômico (amarelo ou vermelho) não se deposita até a extremidade da pena, formando uma escamação mais clara na plumagem. (Tanto na linha clara ou escura).

MOSAICO
São Canários onde o pigmento lipocrômico se deposita em regiões específicas da plumagem como: Máscara Facial, Ombros, Uropígio e Peito. (Tanto na linha clara ou escura).

DILUÍDO
São canários da linha escura onde a melanina se encontra em menor quantidade nos desenhos e na envoltura (melanina que se encontra dispersa na plumagem misturada ao lipocromo). Ex: Ágata e Isabelino.

OXIDADO
São canários da linha escura onde a melanina se encontra em expressão máxima nos desenhos e na envoltura. Ex: Verde, Cobre, Azul e Canela.

ACASALAMENTO DAS CORES CLÁSSICAS

LINHA CLARA OU LIPOCRÔMICOS
Amarelo Nevado X Amarelo Intenso
Amarelo Nevado X Branco Dominante
Amarelo Nevador Portador Recessivo X Branco
Amarelo Mosaico X Amarelo Mosaico
Amarelo Intenso Portador de Marfim X Amarelo Marfim Nevado
Amarelo Nevado Portador de Marfim X Amarelo Marfim Intenso
Amarelo Mosaico Portador de Marfim X Amarelo Marfim Mosaico
Amarelo Marfim Mosaico X Amarelo Marfim Mosaico

LINHA ESCURA OU MELÂNICOS CLÁSSICOS
Verde nevado X Verde intenso
Verde nevado X Azul dominante
Verde nevado portador de recessivo X Azul
Verde mosaico X Verde mosaico
Verde mosaico portador de marfim X Verde marfim mosaico
Verde marfim mosaico X Verde marfim mosaico
Canela amarelo nevado X Canela amarelo intenso
Canela amarelo nevado X Canela prateado dominante
Canela amarelo nevado portador de recessivo X Canela prateado
Canela amarelo mosaico X Canela amarelo mosaico
Ágata amarelo nevado X Ágata amarelo intenso
Ágata amarelo nevado X Ágata prateado dominante
Ágata amarelo nevado portador de recessivo X Ágata prateado
Ágata amarelo mosaico X Ágata amarelo mosaico
Ágata amarelo mosaico portador de marfim X Ágata amarelo marfim mosaico
Ágata amarelo marfim mosaico X Ágata amarelo marfim mosaico
Isabel amarelo nevado X Isabel amarelo intenso
Isabel amarelo nevado X Isabel prateado dominante
Isabel amarelo nevado portador de recessivo X Isabel prateado
Isabel amarelo mosaico X Isabel amarelo mosaico
Isabel amarelo mosaico portador de marfim X Isabel amarelo marfim mosaico
Isabel amarelo marfim mosaico X Isabel amarelo marfim mosaico
Verde nevado portador de canela X Canela amarelo Intenso
Verde intenso portador de canela X Canela amarelo nevado
Verde nevado portador de canela X Canela prateado dominante
Verde nevado portador de recessivo e canela X Canela prateado
Verde mosaico portador de canela X Canela amarelo mosaico
Azul dominante portador de canela X Canela amarelo nevado
Azul portador de canela X Canela amarelo nevado portador de recessivo
Ágata amarelo nevado portador de Isabel X Isabel amarelo intenso
Ágata amarelo intenso portador de Isabel X Isabel amarelo nevado
Ágata amarelo nevado portador de Isabel X Isabel prateado dominante
Ágata prateado dominante portador de Isabel X Isabel amarelo nevado
Ágata prateado portador de Isabel X Isabel amarelo nevado port.de recessivo
Ágata amarelo mosaico portador de Isabel X Isab Vários criadores tem dúvida de como fazer uma farinha caseira, destacamos aqui algumas receitas:
Aconselhamos que o criador que procure criadores experiêntes que já utilizam farinhada para saber os procedimentos corretos

FARINHADA "A"
(ração básica)
500 gr. farinha de rosca
200 gr. farinha de milho branco
150 gr. Aveia em pó
100 gr. Neston
050 gr. Gerval em pó
001 gr. de Sal
FARINHADA "B"
500 gr. Germe de trigo
500 gr. Farelo de trigo
200 gr.Aveia em pó
200 gr, Fubá (branco)
002 Colheres de sopa de mel
002 gr, de sal
FARINHADA "C\\"
500 gr. Biscoitos Crem Crack
400 gr. Aveia instantanea Quaker
1000 gr Fubá granja granfino
500 gr. Neston
400 gr. Gerval em pó (baunilha)
1000 gr. Farinha Nestle
100 gr. Farinha Centeio
100 gr. Farinha trigo integral
1 vidro de "cálcio" "D Rodoxor"
4 gr. sal
FARINHADA "D"
500 gr. Farinha de rosca
100 gr. Farinha de milho branco
100 gr. Farinha de trigo
150 gr. colza
100 gr. Níger
FARINHADA "E"
500 gr. Farinha de rosca
100 gr. Farinha de aveia
2(duas) colheres de sopa de germe de trigo torrado
2(duas) colheres de sopa de neston ou farinha láctea
1 (uma) colher de chá de erva doce
FARINHADA "F"

2 kg Farinha de rosca seca
1kg Sêmola de milho
250 gr Germe de trigo torrado
1 colher de chá Vitamina E em pó
1 colher de sobremesa rasa Acetil Metionina
3 colheres de sopa Dextrol ou Glicose em pó
1 colher de café TM 3+3

Para as fórmulas de farinhada acima pode se aplicar para cada 1 quilo de farinhada 30 gr. de premix.
Somente nesta farinhada "D", acrescentar um copo americano de arroz cozido (sem tempero) e passado na peneira, adicona-se este arroz a 3 colheres de sopa da farinhada, se o criador quiser pode-se acrescentar uma gema de ovo cozida e passada na peneira.
Alguns criadores afirmam se administrarmos apenas a gema do ovo cozido diminui a escamação nos pés das aves.
Uma mistura de 2 colheres de farinhada para um ovo cozido, em média alimentamos 6 casais.
NOTA: As farinhadas devem ser administradas aos pássaros juntamente com: Para cada ovo cozido passadona peneira ou processado em mix, junta-se duas colheres de sopa da farinhada. Dois meses que antecede a época de criação é aconselhavel colocar 3 gotas de óleo de fígafo de bacalhau, para cada ovo a ser misturado a farinhada.
Porém vale lembrar que no mercado existe várias farinhadas de ótima qualidade, umas com ovo misturado ou sem. el amarelo mosaicDESINFECÇÃO GERAL DO CRIADOURO
Utilizar SAIS QUARTENÁRIO DE AMÔNIA em solução, obedecendo as instruções do fabricante; SOLUÇÃO DE CLORO ou BIOCID.

DESINFECÇÃO PARA AS PARTES EXTERNAS DO CRIADOURO
Misturar: 50 ml de creolina, 2,0 Kg de cal ou cloro, 10 ml de BIOCID para 10 litros de água.

PARA O PISO DO CRIADOURO, GAIOLAS. ÁGUA DE BEBER E VERDURAS
Utilizar solução de BIOCID, seguindo instruções da embalagem. Na higienização do piso e paredes do criadouro, lavar com água e sabão. Após o enxágüe e secagem, aplicar solução de BIOCID e, quando estiver completamente seco, aplicar K-OBIOL ou K-OTHRINE em pó.

PARA OS EQUIPAMENTOS
Tudo o que é usado na criação, como bebedouro, bacias, poleiros, peneiras, etc... deve ser desinfetado periodicamente. Por exemplo, uma peneira usada no preparo da farinhada, por mais limpa que aparentemente esteja, contém resíduos ricos em nutrientes que darão origem ao desenvolvimento das mais diversas bactérias e fungos, devendo, portanto, assim como os demais utensílios e acessórios, ser desinfetada uma vez por semana.

BEBEDOUROS
Além da troca diária da água, devem ser desinfetados uma vez por semana, permanecendo de molho numa solução de água com cloro por 8 horas, na seguinte proporção: cloro líquido 10 ml / 5 lt de água - cloro em pó (granulado) 1 g / 10 l de água. Para tal procedimento, é aconselhável 2 jogos de bebedouros.

POLEIROS
Deverão ser raspados pelo menos uma vez por mês e colocados numa solução, conforme indicação para os bebedouros. Depois da desinfecção, os poleiros deverão ser secados no forno (normal ou microondas) para eliminação da umidade concentrada no centro da madeira, que passará para os pés dos pássaros quando estes permanecerem estáticos durante a noite, podendo ocasionar o aparecimento de fungos. No microondas o tempo poderá ser de 5 minutos aproximadamente (citado apenas como referência). Tal como os bebedouros, é necessário poleiros de reserva.

GRADES
Após lavagem com água e sabão, devem ser imersas em solução de cloro ou BIOCID durante 7/8 horas. O segundo produto é mais eficiente.

NINHOS
A parte plástica é de fácil desinfecção, procedendo-se como o indicado para os bebedouros e poleiros. O forro (de corda, crochê, etc.), entretanto, é a parte que requer maior atenção, devendo, após a lavagem normal e secagem ao sol, ser desinfetado e levado ao forno. Usa-se o BIOCID para a desinfecção. O ideal seria que fossem usados forros descartáveis. A estopa cortada em círculo e presa no fundo da parte plástica por um percevejo de centro para fora é aconselhável.
O saco de estopa, fornecido aos pássaros para a feitura dos ninhos, também deve ser desinfetado. O melhor método é o da fervura. após a secagem, passar a ferro para facilitar no momento do corte. Lembramos que os forros de corda não são aconselháveis devido à difícil limpeza e desinfecção total. Toda vez que o forro for colocado, deverá ser polvilhado com K-OBIOL ou K-OTHRINE para evitar o aparecimento de piolho. A fêmea ao se acomodar no ninho espalhará o pó. Quando esta coçar o ouvido seguidamente estará tentando expulsar os piolhos, que em desespero se esconderam do veneno.

HIGIENE PESSOAL
Para a lavagem das mãos recomenda-se o sabonete de limpeza PROTEX, que é bactericida. A limpeza das mãos, membros, sola do sapato, etc... são fundamentais, principalmente após a manipulação de pássaros doentes ou mortos, visitas a outros criadouros e exposições de animais, etc... Separar ou eliminar imediatamente os pássaros doentes ou irrecuperáveis é inevitável. Embora isto pareça cruel, deve-se ponderar que a saúde do plantel é o mais importante.
Outro inconveniente, notado em alguns criadouros, é a colocação de embalagens de ovos de galinha nas proximidades dos pássaros. Essas embalagens poderão, na maioria das vezes ser veículos de bactérias, pois provém de condições pouco recomendáveis.

OVOS
Deverão ser cozidos por 20 minutos para que se livrem totalmente de possíveis bactérias. As cascas serão de grande valia para o fornecimento de cálcio para os pássaros. Devem ser administrados após trituração e mistura com areia esterilizada.

VAZIO SANITÁRIO
Consiste na desinfecção do criadouro uma vez por ano, retirando tudo do local (inclusive os pássaros) durante um mês, para quebrar o ciclo bacteriológico. Este é um procedimento de difícil execução, uma vez que a maioria dos criadores não dispõe de 2 compartimentos para separar os pássaros.

PREPARAÇÃO PARA A CRIAÇÃO
Tratamento válido para adultos e filhotes.
VERMIFUGAÇÃO - 30 dias antes do acasalamento e depois a cada 60 dias, pois os pássaros ficam em contato com as fezes da gaiola e microorganismos das verduras. Recomenda-se o seguinte:
PROVERME - na água durante 3 dias; parar por uma semana e repetir a dose. Verificar dosagem na bula do produto.
MEBENDAZOLE - na farinhada durante 5 dias (1 g por kg).
MICOPLASMA - Organismo intermediário entre a bactéria e o fungo, é um dos maiores problemas na criação, porque vai minando o pássaro, enfraquecendo-0. O tratamento indicado é com TYLAN pó, na proporção de 2 g por kg de farinhada durante 3 dias seguidos. Este medicamento não erradica o micoplasma, mas baixa o nível de concentração. Pode ser usado também o LINCO SPECTRIN 100, na base de 1 g por kg de farinhada.
CLAVULIN 250 - Antibiótico de largo espectro que gera um aumento de postura e sobrevivência dos filhotes, ministrado na proporção de 3 g por kg de farinhada, durante 5 dias antes do acasalamento. Deve ser usado com parcimônia.
VOMEC - Arrancar algumas penas da coxa do pássaro, para absorção através do folículo, e aplicar 1 gota antes do início do acasalamento. para combater os efeitos colaterais dos antibióticos, é necessária a utilização de um recuperador da flora intestinal específico para aves. Indica-se o uso constante de LACTO PLUS, no mercado existe atualmente o ENTRODEX (laboratório RAVASI) para a mesma finalidade, na proporção de 3 g por kg de ração. Um protetor hepático, à base de complexo B, também é recomendável.
DECIS 250 ou K-OTHRINE LIQUIDO - Contra piolhos, aplicação 15 dias antes do início do acasalamento na proporção de 20 gotas por litro d’água. Esta aplicação é para ser feita sob "jato aberto". Retira-se os recipientes com água e alimentação e pulveriza-se tudo (inclusive os pássaros). No dia seguinte fornecer banho normal. Seria importante repetir esta aplicação uma vez por mês nas paredes do criadouro adentre as gaiolas.
OCERAL POMADA - Pomada utilizada na cura de fungos das patas dos pássaros, os quais devem ser mantidos isolados dos demais.

VITAMINAS
Melhor aquelas que são adicionadas na farinhada. As misturadas à água podem servir como meio de cultura de fungos.
Antes do início da temporada de criação, durante o vazio sanitário, todos os equipamentos a serem utilizados e o quarto do criadouro deverão ser desinfetados com FORMOL - colocado em alguns recipientes, em diversos pontos do criadouro, devendo o mesmo ficar totalmente vedado e fechado por pelo menos 15 dias, após o qual ficará aberto sem qualquer pássaro dentro, pelo mesmo período. Usar também clinafarm, contra fungos.

SUPERPOPULAÇÃO
É um dos maiores problemas dos nossos criadouros, pois acarreta a proliferação de doenças. O número ideal de casais é de, no máximo 40 por 30 metros cúbicos construído (sem contar os filhotes). o


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A MUDA NOS PÁSSAROS ADULTOS

Embora sejam muito resistentes, as penas com o tempo começam a perder o brilho e desgastarem-se, precisando serem trocadas.

Trata-se de um processo normal na vida das aves, relacionado a fatores biológicos ligados aos hormônios produzidos pela tireóide.

A muda ocorre todos os anos e inicia-se após a época de cria, (não se deve permitir que se estenda demasiadamente a procriação pois irá prejudicar a época ideal para a muda - verão). Se o pássaro foi bem alimentado irá mudar suas penas facilmente e não passará de 6 a 8 semanas. Nesta época a ave pode perder boa parte das penas ao mesmo tempo, mantendo, entretanto, uma razoável quantidade para proteger o corpo e voar.

Se a temperatura estiver elevada, bastante quente, isso irá antecipar a muda do canário, por outro lado, terminará mais cedo. Em climas moderado e fresco, ela atrasa um pouco.

É recomendado fornecer ao pássaro uma dieta correta para esta ocasião. Uma alimentação rica em cálcio (osso de ciba), casca de ovo, vegetais, mistura de grãos com maior quantidade de óleo e farinhada com ovo. A água de beber será trocada diariamente e poderá acrescentar algumas gotas de complexos vitamínicos que contenha ferro.

Nos adultos a troca de penas do rabo, das asas, e demais penas inicia-se do centro para as extremidades. A muda das penas das asas ocorre simultaneamente em ambas e aos pares, no corpo ocorre a muda quase por inteiro, terminando na cabeça.

As penas caem naturalmente e devagar sendo que quase nem se percebe que o pássaro está na muda; se o pássaro voar com dificuldades, começar a aparecer a pele, isto não é normal para a época de muda e pode ter sido causado pela má alimentação ou outras causas, não pela muda.

Banhos de sol pela manhã (8 às 9 horas) ajudam bastante na muda. Mantenha a higiene das gaiolas, evite que o pássaro fique em correntes de ar e forneça banheiras com água limpa para banhos.

A MUDA NOS FILHOTES

Os filhotes nascem pelados com uma finíssima plumagem, e aos poucos vão aparecendo as penas e quando saem do ninho já estão empenados por inteiro. Os filhotes também mudam de pena em torno do terceiro ao quarto mês de vida, o que chamamos de muda de ninho. Mudam somente as penas do peito e da cabeça, pois as penas das asas e do rabo só mudarão no próximo ano.

MUDAS PRECOCES

As mudas precoces são consideradas aquelas em que as penas são trocadas fora de sua época normal.
Bruscas mudanças de ambiente, temperaturas muito elevadas, sustos anormais, luzes que acordam as aves durante o seu sono, entre outros fatores, são causadores de uma muda precoce.
Um pássaro que entra em muda precoce é um pássaro triste e sempre estará encorujado. Ele não cantará. Teremos que aguardar, com paciência, o término do processo. Isto poderá atrasar o "apronto" da ave para a reprodução.
Devemos trata-lo muito bem, administrando algumas vitaminas e evitando ao máximo incomoda-lo
ESCOLHA DE REPRODUTORES

Revista ABC Junho 2005
STELLA MARIZBENEZ
Uma boa ave reprodutora é aquela que possui carga genética para reprodução
herdada dos pais. Deve desenvolver a estrutura fisiológica viável para
reprodução, dede a formação física geral, como também o desenvolvimento de todas as etapas de evolução de órgãos, dos hormônios e do comportamento para a perpetuação da espécie, e por sua vez, destas características.
Devemos buscar machos produtores de boas fêmeas para cruzar com fêmeas
produtoras de boas fêmeas. Machos produtores de bons machos, para cruzar
com fêmeas produtoras de bons machos. Ou seja, as características de pai e mãe interferem tanto nos filhotes machos, quanto nos filhotes fêmeas.
Para uma ave ser um bom reprodutor tem que ter atingido a maturidade sexual, na qual os órgãos reprodutores e o sistema endócrino (órgãos e glândulas produtores de hormônios) estão em plena atividade. Estas aves devem ter características genéticas e hereditárias boas, as quais expressam em seu fenótipo e comportamento reprodutivo seu potencial de reprodução. Através do registro da árvore genealógica, ou seja, heranças genéticas dos antepassados, podemos ter maior precisão na escolha dos reprodutores. Algumas espécies possuem padrões físicos que influenciam na escolha e seleção dos reprodutores. Como é o exemplo das cores dos canários dos agapornís, das calopsitas, o canto dos curiós e bicudos, trinca-ferro, etc. A partir do momento que todos os criadores de aves fizerem o controle destas características, será muito mais seguro e certo adquirir um reprodutor.
Esta análise e registros auxiliam na dinamização da criação e controle geral.
Devemos evitar cruzamentos com aves portadoras de fatores letais, ou deformidades genéticas conhecidas, ou mesmo a consangüinidade (cruzamento entre parentes). As chances de ser gerado um embrião com deformidades aumenta, podendo mesmo ocorrer morte embrionária durante alguma fase da incubação.
Adultos reprodutores saudáveis e bem alimentados e nutridos, geram ovos
saudáveis para sustentação do embrião e do filhote na sua primeira semana de vida.
As fêmeas resistentes ás doenças, submetidas a controle de contaminação de parasitas, imunizadas com vacinações nas datas correias (no caso de já existirem no Brasil), vivendo em ambiente com higiene, geram anticorpos que serão transmitidos através do ovo para o filhote. Estes anticorpos, protegem o filhote até que seja imunocompetente, ou seja capaz de gerar
sua própria imunidades.
Poderemos ter a morte do embrião na incubação, causada por vários motivos
isolados ou associados, que no caso podem ser: contaminação da incubadora, ou mesmo da fêmea que choca, erros na incubação (oscilações de temperatura, erros de viragem, erros no controle da umidade); qualidade do ovo (níveis nutricionais pobres da gema, ausência de anticorpos maternos suficientes); somados a contaminação e falta de higiene ambiental.
A natureza é sábia, pois uma ave com problemas físicos, geralmente não sobrevive, muito menos se reproduz. O homem favorece, muitas vezes, esta
sobrevivência e multiplicação, podendo se tornar uma característica deletéria para a espécie. Toda a regra tem sua exceção, pois nem todas as características negativas impedem a reprodução da ave.



O Ciclo da Reprodução

O ciclo da reprodução dos canários, desde a postura dos ovos até que as crias saiam do ninho, dura cerca de um mês. Durante esse tempo, os pássaros têm de cumprir uma série de obrigações que são reguladas por processos biológicos complicados. Se uma das fases desse processo não se desenrola normalmente, todo o ciclo pode ser perturbado. Não devemos de maneira nenhuma intervir na seqüência natural da reprodução.
É necessário lembrarmo-nos de que os canários são individuais e que têm gostos diferentes. Não podemos portanto tratar todos da mesma maneira, o que aliás se aplica de uma maneira geral à criação de todos os animais.
Dizem os entendidos que há aves mais fáceis de criar do que os canários, eu penso que não é difícil, desde que se tenha espaço, gosto e paciência, principalmente no início.
Um dos primeiros problemas que surge é quando juntar os canários. Eles são muito influenciados pela duração do dia mas penso que também são sensíveis ao aumento das temperaturas.
Há basicamente dois métodos. Um consiste em juntar o macho e a fêmea durante todo o ciclo, de forma a que ambos partilhem as tarefas como um "bom casal". É talvez o mais natural e deve ser posta em prática desde que não haja nenhum inconveniente. O outro método consiste em retirar o macho no final da postura ou porque ele é agressivo e pode perturbar o choco, ou porque queremos aproveitar as boas qualidades do macho para juntar a outra fêmea. É necessário estar atento. Há machos que criam melhor os filhotes do que as próprias fêmeas e há fêmeas que abandonam o ninho se o macho for retirado. O melhor é conhecer bem as aves e optar pela melhor solução para cada caso.

Período Ideal
A época que eu considero ideal para o acasalamento dos canários é do início da Primavera até o final do Verão, porém quanto a este item a controvérsias pois outros criadores indicam outros períodos, mas o que devemos ter em mente é que não devemos iniciar o acasalamento no inverso.
Iniciando o acasalamento
Este período é fundamental, pois sem ele podemos ter casais que não se dão muito bem, por isso costumo colocar as gaiolas do macho e da fêmea ao lado uma da outra para que o casal passe a se conhecer, a gaiola da fêmea deverá conter o ninho do tipo aberto e alguns pedaços de saco de estopa. Se possuir mais de um casal faça o mesmo procedimento com todos os casais de forma que os pássaros não vejam os outros casais, para não tirar a atenção do companheiro que nós escolhemos.
Devemos observa-los periodicamente até percebemos que o macho passe a cantar para a sua companheira, e ele irá alimenta-la através das grades, a fêmea mostra seu interesse começando a construir o ninho com linhas de estopa.
Após percebermos que o casal se identificou devemos juntar o casal para iniciar o acasalamento.

Postura
Após alguns dias do acasalamento a fêmea porá seu primeiro ovo, a quantidade varia de 3 a 6 ovos , sendo a média de 4 ovos.
A postura ocorre pela manhã antes das 8 horas , após este período devemos substituir o ovo, com uma colher limpa, por um ovo artificial (encontrado nas casas do ramo), o ovo retirado deve ser colocado em um recipiente com algodão ao fundo para evitar danificarmos os ovos, duas a três vezes ao dia devemos virar os ovos. Após percebermos que a fêmea já finalizou a postura devemos retirar os ovos artificiais e substituí-los pelos verdadeiros para que se inicie a incubação.

Incubação
O período de incubação à partir do dia em que devolvemos os ovos verdadeiros ao ninho é de 13 dias em alguns casos chegando a 15 dias. Se após 17 dias os ovos não eclodirem, separe o casal e analise se todo procedimento foi feito corretamente, mas existem casos de machos que não fecundam determinadas fêmeas, tente um mudança de casal.

Filhotes
Os filhotes deixam o ninho entre 25º e o 27º dia. Em alguns dias já estarão se alimentando sozinhos e poderemos separa-los dos pais e iniciarmos novo ciclo da reprodução com o mesmo casal.
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
AVANÇOS TÉCNICOS
Arquivo editado em 06/04/2002
Afonso Babra Garcia – Espanha
Revista Pássaros – Ano 6 – Nro 29

Há alguns anos publiquei um trabalho sobre o mesmo tema, baseando-me em provas experimentais efetuadas no meu aviário e em informações recebidas sobre a mesma prática realizada habitualmente com uma alta taxa de êxito pelos japoneses de Osaka, em importantes instalações habilitadas a reproduções e criação “industrializada” de canários, a maioria dos quais eram exportados para os Estados Unidos.

Naquela ocasião os resultados foram muito pobres e, inclusive, não consegui a diluição do líquido seminal, pelo que foi uma mera prova de que com escassos meios era possível a inseminação artificial em pássaros de gaiola. Como nesta temporada de reprodução eu tentei e consegui a inseminação com dois lotes de três fêmeas cada um, com sêmem já diluído e que não perdeu seu poder fertilizante, eu passo a divulgar este tema que, embora não sendo ainda uma prática importante na ornitologia amadora, aponta para um futuro não muito distante possibilidades práticas e positivas.
Diz o Dr. Sanchez Algaba que “dentro do campo da reprodução animal, um dos temas que cobram dia-a-dia maior importância e difusão e, sem sombra de dúvida, a inseminação artificial, pois sendo uma ciência relativamente jovem, se tem estendido por todos os países do mundo devido às vantagens que representa, desde três planos fundamentais: Econômico, Sanitário e Genético”.
Penso que usando de uma terminologia muito concreta, a Inseminação Artificial nos Pássaros, não é outra coisa que uma manobra consistente na obtenção, diluição e introdução de líquido seminal no aparelho genital da fêmea, mediante o emprego de instrumentos e técnicas não naturais, que envolvem uma série de manipulações relativamente complexas que vão desde o recolhimento do sêmem até sua aplicação no interior da cloaca da fêmea.
Entre as vantagens de Inseminação Artificial em uma utópica ornitologia de futuro, cabe destacar as seguintes:
1-Eliminar grande número de doenças infecciosas, que se transmitem no ato do acasalamento.
2-Evitar a necessidade de alojar, cuidar e alimentar um elevado número de machos, possuindo em seu lugar um número superior de fêmeas.
3-Permitir a fecundação de fêmeas, separadas por distâncias relativamente apreciáveis. Com sêmem capaz de melhorar ou introduzir novos caracteres nas linhagens de criação.
4-Usar sêmem de machos de Raças e Variedades de Pássaros dos que exista, um limitado número de exemplares.

MATERIAL E MÉTODOS

É evidente que para conseguir êxito na prática da inseminação artificial em pássaros, é imprescindível possuir a garantia absoluta de que o macho do qual se vai extrair o sêmem é fértil, que não é portador de doença infecciosa, que não transmita malformações congênitas, nem transtornos no comportamento animal.
Necessariamente deve usar-se como sujeito “doadores” machos adultos com no mínimo dois anos de vida, que tenham demonstrado em ciclos anteriores de reprodução natural sua capacidade fecundante e uma descendência sanitariamente correta sem taras físicas.
A fertilidade de um pássaro, com a de outro qualquer animal, esta motivada por uma cadeia de influências ambientais, sanitárias, alimentares, de manejo etc. E a qualidade do sêmem por contagem de espermatozóides sofre influência do repouso ou atividade sexual a que se tem submetido o macho. A capacidade fertilizante do sêmem está motivada em função da morfologia, quantidade e mobilidade dos espermatozóides.

COLHEITA DO SÊMEM

Esta manobra requer ser efetuada por duas pessoas, devido a sua relativa complexidade, já que consideramos esta operação como um ponto primordial dentro do processo geral da Inseminação Artificial. Se utilizará um macho excitado sexualmente, colocado em uma gaiola isolado, desde que possa observar a presença próxima da fêmea em cio. Com a máxima higiene possível, para evitar qualquer risco de contaminação seminal, colocasse o macho em posição decúbito supino, o que permitirá estimular-lhe mediante a ação de uma suave massagem digital debaixo do ventre chegando até o órgão copulador, atuando sempre no sentido único na direção do esterno para a cloaca.
Quando se observar que a ejaculação está próxima, se empurra a cauda para adiante conseguir a emissão do sêmem, que aparece como uma pequena gota de líquido algo gelatinoso.
Recolhe-se rapidamente com um pequeno tubo de vidro ou um porta objetos de microscópio que esse tem em total estado de esterilização.
Este mecanismo é complicado e laborioso, recomenda-se que o macho tenha sido previamente habituado a estar imobilizado na mão e ao contato digital no ventre já que em caso contrário torna-se muito difícil conseguir a ejaculação.

DILUIÇÃO E DURAÇÃO DO SÊMEM

Aparece então a dificuldade da manipulação da pequena quantidade de sêmem obtido, já que se deve atuar com rapidez,
As soluções salina não são apropriadas para sua diluição e conservação. Os melhores resultados se obtêm com soluções de açúcares simples como a glicose, a frutose e o manitol, dissolvidos a 5% usando com o veículo água previamente fervida e mantida a 4 graus centígrados; com isto temos conseguido:
a)Aumentar a quantidade do líquido fertilizante a 1 cc;
b)Chegar a manter seu poder fertilizante;
c)Controlar e diminuir a viscosidade dos sêmem, facilitando a penetração dos espermatozóides no ovíduto.
Estamos convencidos de que contando com os meios de um Laboratório ou Centro especializados, há de ser possível congelar e manter adequadamente o sêmem de pássaros, como se faz atualmente com o de aves domésticas de uso alimentar humano, já que se congela a temperaturas de menos 35 graus centígrados para armazena-los e transporta-los posteriormente em nitrogênio líquido a menos 196 graus centígrados.

MANOBRA DA INSEMINAÇÃO

É uma prática que requer normalmente a intervenção de duas pessoas, uma que atua mantendo a fêmea em posição de decúbito supino, isto é, com o ventre para cima. Só se deve manipular fêmea em cio com dilatação abdominal, que se chegue a presumir a postura de ovos em um prazo aproximado de 5 a 10 dias depois da inseminação.
A manobra a realizar consiste em efetuar uma suave pressão digital no baixo ventre na zona próxima à cloaca, com o que se consegue um prolapso parcial desta, momento em que, com uma pipeta de 0,1 cc, se insere uma quantidade aproximada de 0,02 ml ou mais da diluição seminal. Em seguida se suprime a pressão da região citada, com o que a cloaca se fecha e volta a posição normal, momento em que se coloca a fêmea na gaiola de criação.
Para realização destas práticas, sem dispor de meios sofisticados, temos empregado fêmeas jovens que já tenham efetuado a primeira postura e fêmeas adultas de dois anos de vida; os resultados são parecidos com ambos lotes.

CONCLUSÃO

Atuando de forma rudimentar que acabamos de descrever temos conseguido inseminar dois lotes de três fêmeas de canário, com o sêmem de uma só ejaculação, obtendo uma média de 2 a 3 ovos fecundados na maioria das fêmeas, com um resultado negativo reiterado com uma mesma fêmea em três ocasiões. As fêmeas tem construído seus ninhos normalmente, tem realizado postura de 4 a 5 ovos, tem incubado perfeitamente, os embriões eclodem e os filhotes tem sido alimentados e desenvolvem-se com toda normalidade.
Não temos conseguido a ejaculação, apesar de reiteradas tentativas, com um macho de Pintassilgo da Venezuela, o que atribuímos à sua resistência em permanecer seguro pela mão.
É portanto possível à realização da inseminação artificial em pássaros de gaiola, se bem que consideramos uma utopia para o momento a implantação deste método em criadouros amadores.
Deve ser positivo se realizada em instalações “ industrializadas” como as que temos referências que existem no Japão, confirmação que tentaremos realizar através da AIO-AMICALE INTERNATIONALE ORNITHOLOGIQUE, mediante a colaboração do nosso colega nesse país.
Por tudo isto nos atrevemos a postular de que em um futuro não muito distante, se possa e se empregue o plasma germinal de pássaros, inclusive com fins ecológicos em espécies em vias de extinção ou para facilitar a difusão de Mutações, especialmente as de herança ligada ao sexo.

DICA:
Em julho, antes do acasalamento, pulverize todos os pássaros, gaiolas, utensílios, paredes e frestas com a solução Kill Red, 20 gramas por 6 litros de água, após 15 dias repetir a dose. Pequenos Problemas na Reprodução

Maurice Pomarède
Revista Pássaros-Ano 4 nro 13


A estação de criação é para os criadores uma fonte de questões e
também de problemas. Eis aqui alguns deles referentes aos ovos e aos
filhotes no ninho.

O que fazer com os ovos claros?

É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos
estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros".
Deve-se então retirá-los? Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará
então uma outra postura: postura de substituição.

Certos casais, contudo, são capazes de identificar ovos claros. Podem
até expulsá-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não fazem
isso. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste
por uma incubação inútil. Também ganha-se tempo. É interessante que
o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem
servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada
pouco abundante de pequenos pássaros. O ovo claro evita que os
filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o
ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se
se um casal não come os ovos.

Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros
fecundados, deve-se então deixá-lo.

Ovo rachado e ovo furado.

Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se
cola ou gesso com um pincel. Geralmente, porém, este ovo gora pela
contaminação com micróbios. Quando um ovo está furado, isto
geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais. Esse
ovo não se desenvolverá. É muito raro que o ovo seja furado por uma
bicada; o furo seria muito maior e, freqüentemente, quando isso ocorre,
o ovo é comido pelos pais. É necessário observar para que as unhas não
fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com
tesoura.

É preciso retirar-se os ovos e depois retorna-los ao ninho?

Muitos criadores retiram os ovos que vão sendo postos até o terceiro
para então, devolvê-los juntos ao ninho. Os ovos retirados são
colocados sobre algodão ou painço e diariamente revirados para se
evitar que o embrião cole na casca. Eles fazem isso para conseguir uma
eclosão agrupada. É que, freqüentemente, o filhote nascido por último
fica menor e, assim, essa demora de crescimento pode levar ao
abandono pelos pais e à morte. A morte de um filhote pode prejudicar a
totalidade deles se o cadáver não for removido.

Os ovos são postos isoladamente: um ovo por dia, e dois dias podem
separar o primeiro do segundo ovo. Portanto, as eclosões são
agrupadas. Ela pode ocorrer num mesmo dia ou dois dias somente. Na
galinha, vinte pintinhos podem eclodir ao mesmo tempo.

Experiência têm mostrado que a fêmea move os ovos regularmente. Isso
pode ser verificado pela marcação suave com um lápis. Deslocando-se
os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia
recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia
acarretar uma demora no seu desenvolvimento. A fêmea muda então os
ovos do centro para a periferia e vice-versa. Alguns casais de aves
parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo
equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a
nascerem.

A movimentação dos ovos pode ser necessária quando a ninhada chega
de 4 a 6 ovos ou mais. Ela tem a finalidade de assegurar a eclosão
agrupada. No ovo, o futuro embrião fica admiravelmente suspenso, de
tal modo que esteja no alto, sobre a gema. Em seguida as ligações
embrionárias protegem o embrião e o sustentam. O embrião pode correr
o risco de colar na casca. Num ovo gorado pode-se observar um
embrião imperfeito, colado na casca; isto ocorre após a morte do
embrião. Ela pode ser acidental (resfriamento), genética (tara) ou
microbiana.

Os recém-nascidos jogados para fora do ninho.

A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra
1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios. Se eles ainda se movem, pode-se
aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho. Porém
deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de
serem novamente jogados para fora. Aí surge uma dúvida; foi acidente
ou foi ato voluntário? A confirmação do ato voluntário é dada por
pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes,
geralmente causadas numa pata ou asa do filhote. Quando isso
acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde
geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes
de idade semelhante. Se os filhotes são recolocados com a mãe, é
conveniente retirar-se o macho. Geralmente o macho é o culpado. Para
ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como
intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a
incubação e na semana subseqüente os pais vigiam atentamente a
limpeza do ninho. É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não
o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.

O número ótimo de filhotes.

Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se
desenvolvem convenientemente. Freqüentemente um fica mais
atrasado, seja o último a nascer, seja uma mutante. Toda a ninhada
pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem
satisfazer a todos os filhotes. Ao contrário, se a ninhada é de apenas
um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam
recomeçar uma nova ninhada.

Existe um número ótimo de filhotes. Ele depende das aves. Para os
canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro.
Dessa forma tem-se maiores chances de obter-se pássaros grandes. A
procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os
pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os
filhotes sejam bem nutridos.

É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo
um ou dois filhotes. Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los
com um hidrocor. Quando começarem a emplumar fica fácil de
identifica-los. Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar
a saída dos filhotes do ninho. É preciso que saiam por si só. Se
forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos. Ficando
mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros. É possível que anomalias
de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho.
PREPARAÇÃO PARA A CRIAÇÃO

João F. Basile da Silva
Juiz e criador de canários de cor
Revista AnimalPet nro 10

Arquivo editado em 14/012002

Estamos na primavera, estação dos acasalamentos para a maioria das aves em nosso país. A natureza com suas flores e com suas aves e seus cantos nos mostram que é chegada a época de namorar.

Com os nossos canários, as coisas se passam da mesma maneira: os machos cantam intensamente, procurando conquistar sua parceira. As fêmeas ficam agitadas, pegando com o bico qualquer material (papel, penas, etc) que possa servir para a construção do futuro ninho.

Como nossos canários estão limitados ao espaço das gaiolas ou mesmo dos viveiros, temos que lhes fornecer todas as condições de saúde, infra-estrutura e conforto para que possam realizar com sucesso sua grande missão, que é a de reproduzir.

Com relação às condições de saúde, devemos tomar algumas providências no início da criação, que você conhece a seguir:

1. Vermes: nossos canários devem entrar nessa fase livres de vermes que, com certeza, vão atrapalhar o desempenho do casal. Portanto, uma vermifugação nessa fase é condição essencial.

2. Piolhos: piolhos e outros ectoparasitas, além de incomodarem muito os adultos, sugam o sangue dos filhotes, atrapalham a formação das penas e podem tornar a criação um verdadeiro desastre. Nas lojas especializadas existem vários produtos que resolvem esse problema a contento. Atenção sempre para as dosagens e os cuidados com o manuseio, e com os pássaros, porque são produtos que podem ser tóxicos!

3. Micoplasma: a micoplasmose é uma doença que atinge, em maior ou menor grau, as criações de canários. Portanto, o uso de um produto que venha a baixar o nível de micoplasma é interessante. Para isso, um veterinário deve ser consultado.

A infra-estrutura que deve ser fornecida aos pássaros é a seguinte:

1. Gaiola tipo criadeira, com aproximadamente 30cm x 30cm x 60cm;

2. Ninho interno, padrão para canários de cor, com forro;

3. Material para confecção do ninho, que deve ser de preferência saco de estopa cortado em pedaços de aproximadamente 7 cm e desfiado. A própria fêmea se encarrega da confecção do ninho.

4. Toilete: para que não haja nenhum impedimento físico da cópula, as penas ao redor da cloaca da fêmea devem ser levemente aparadas com uma tesoura. O mesmo deve ser feito ao redor do espigão do macho.

As condições de conforto para o casal são muito simples:

1. Tranqüilo, sem movimentação de pessoas e de outros animais, onde a gaiola (ou gaiolas) deve ficar e não ser mudada de lugar, a não ser para limpeza.

2. A temperatura deve ser amena, o ambiente arejado e a luminosidade deve ser natural, de preferência. Durante a noite, os canários têm o “hábito” de dormir, portanto a luz não deve ser acesa nesse período.

3. A higiene do ambiente também é fundamental.

Aliado a isso tudo, uma boa mistura de sementes (que deve ser limpa e conter, além do alpiste, mais duas outras variedades de sementes); uma farinhada de qualidade e uma fonte de cálcio e de minerais deve estar permanentemente à disposição dos pássaros.
Com tudo isso feito, só nos resta desejar boa sorte e uma excelente criação!












Princípios Básicos na Criação de Canários


Local de Criação

Para iniciar uma pequena criação de canários, geralmente pode-se adaptar algum cômodo já existente na casa. De preferência, a acomodação deve ser provida de janelas voltadas para o sol nascente, protegidas por uma tela de malha fina para evitar a entrada de insetos. Deve-se observar a posição das janelas, de modo a evitar corrente direta de ar sobre as gaiolas. Entretanto, é necessário que haja circulação de ar, o que pode ser solucionado com pequenas aberturas junto ao forro, que facilitarão a saída de ar quente.

Gaiolas
As gaiolas indicadas para a criação de canários são as de arame galvanizado com grade divisória removível e suportes externos para bebedouros e comedouros.

Existem no mercado diversos tipos de gaiolas e excelentes fabricantes. Antes de adquiri-las é recomendável fazer uma pesquisa cuidadosa para eleger o modelo mais conveniente, o melhor acabamento e preço, sendo interessante ouvir a opinião de criadores experientes. Feita a escolha, deve-se adquirir gaiolas iguais e do mesmo fabricante, para padronizar o equipamento e facilitar o manuseio. É recomendável que se adquira uma grade-piso sobressalente para cada gaiola, o que facilitará a limpeza. O fundo da gaiola, conhecido como bandeja, deve ser forrado com papel absorvente (como folhas de jornal). Sempre que houver acúmulo de dejetos deve-se trocar o papel (dias alternados). Pelo menos duas vezes por semana as grades-piso devem ser trocadas por outras limpas. As grades retiradas devem ser imersas em água por algumas horas, depois cuidadosamente esfregadas e imersas novamente por algumas horas em solução desinfetante.

Os poleiros também precisam de cuidados especiais. Devem ser mantidos limpos e, se possível, trocados a cada duas semanas.

Acessórios e Utensílios
A variedade de acessórios para gaiolas encontrada no mercado é grande. Porém, deve-se evitar sobrecarregar as gaiolas com equipamentos supérfluos, que acabam dificultando a manutenção e a higiene.

Os acessórios mais indicados são os comedouros e bebedouros em forma de concha ou meia-lua, recipientes que devem ser mantidos limpos para evitar a formação de limo (algas) e o acúmulo de pó.

Além da limpeza diária dos bebedouros com pincel, escova ou esponja, pelo menos uma vez por semana eles devem ser mergulhados por algumas horas em solução de cloro e depois enxaguados em água corrente. Os comedouros destinados às sementes devem ser constantemente esvaziados para evitar o acúmulo de pó e podem ser trocados para lavagem em espaços de tempo maiores.

Para ministrar alimentos úmidos como farinhadas e papas, usam-se vasilhas de louça, vidro ou plástico, que devem ser substituídos diariamente e tratados com o mesmo rigor higiênico.

Os canários precisam tomar banhos freqüentes e para isso pode-se adquirir banheiras plásticas de tamanho grande, mas que permitam a sua passagem pela porta da gaiola. Existem no mercado banheiras plásticas externas que podem ser adaptadas à porta da gaiola.

Durante a época de criação deve-se fornecer aos casais ninhos adequados, sendo muito usados os de plástico que são duráveis e higiênicos. Os ninhos devem receber forros de flanela, corda ou feltro, comunmente encontrados em lojas especializadas.

É importante trocar os ninhos quando os filhotes são anilhados e sempre usar ninhos limpos a cada nova ninhada, o ninho e o forro deve ser da mesma cor pois a canária pode abandonar os filhotes. Depois que os filhotes abrem os olhos não é recomendável manusear os ninhos, para evitar que eles abandonem o ninho precocemente, causando sérios inconvenientes.

Acasalamento
Considerando-se a variação natural da luz solar, anualmente ocorre um aumento gradual e contínuo do tempo de duração da luminosidade, a partir de 21 de junho, alcançando o máximo em 21 de dezembro. Esse período influencia o ciclo produtivo dos canários. Assim, o período indicado para iniciar os acasalamentos é entre a segunda quinzena de julho e a primeira quinzena de agosto.

Os machos e as fêmeas devem ser colocados nas gaiolas de cria, separados pela grade divisória, para um período de adaptação. Deve-se fornecer às fêmeas o ninho e estopa (desfiada ou em pedaços de 5cm X 5cm presos na gaiola). Quando os pássaros começarem a trocar comida através da grade e a fêmea confeccionar o ninho, a grade é removida.

Postura
A postura do primeiro ovo ocorre entre seis e oito dias depois da primeira cópula. Geralmente a canária bota 3 ou 4 ovos, em dias seguidos. Em alguns casos ocorre um intervalo de um dia entre um ovo e outro.

Nas primeiras horas da manhã (entre 5 e 7 horas) a canária realiza a postura e é coberta pelo macho, o que assegura a fecundação dos ovos posteriores. Por isso, não é conveniente entrar no Criadouro muito cedo.

Todas as manhãs, depois das 7 horas, os ovos recém-postos devem ser retirados e substituídos por ovos de plástico. Os ovos recolhidos devem ser colocados em recipientes com areia, algodão ou semente esférica (sementes pontiagudas como o alpiste podem perfurar a casca). e mantidos em temperatura ambiente.

Após a postura do último ovo, que normalmente é de cor mais escura, os ovos devem voltar ao ninho. Esse e considerado o primeiro dia da incubação. Com esse procedimento, os filhotes nascerão no mesmo dia e terão a mesma oportunidade de desenvolvimento.

Incubação
Normalmente a incubação dura 13 dias. Nesse período o ambiente deve ser tranqüilo e a manipulação da gaiola deve ser rápida, para não incomodar a canária.

Durante a incubação os ovos perdem água através da casca, que é porosa para permitir a troca de gases necessários para o desenvolvimento do embrião. Nesse processo de "respiração" o vapor expelido deve ser reposto. Por isso, a umidade relativa do ar deve ser mais elevada. As canárias naturalmente molham suas penas, sendo conveniente colocar banheiras na gaiola, principalmente nos 4 últimos dias da incubação. Se a fêmea não se banha, pode-se pulverizar a gaiola ou colocar esponjas úmidas no fundo da gaiola, embaixo do ninho.

O diagnóstico da fertilidade dos ovos e feito a partir do 8º dia, examinando-os através de um foco de luz. Para isso é usado um aparelho, o ovoscópio, que consiste numa caixa com uma lâmpada dentro e um pequeno orifício onde o ovo é colocado. Nos ovos não fecundados é possível distinguir a clara da gema; já nos ovos fecundados isso não é possível. Com a prática pode-se distinguir os ovos "claros" dos fecundados, que adquirem uma coloração mais intensa e fosca. Os ovos abortados são perigosos para os ovos normais. Por isso, a ovoscópia é importante.

Nascimento
Na maioria dos casos o nascimento é exatamente no 13º dia de incubação. Entretanto, se o nascimento não ocorrer dentro do previsto, deve-se ter paciência e aguardar. Várias circunstâncias podem causar o atraso. Há fêmeas que não chocam e saem do ninho com freqüência. A falta de umidade também pode influir. Não abra ou jogue fora um ovo até pelo menos o 15º dia de choco e, mesmo assim, faça mais um teste de vitalidade. Para isso coloca-se o ovo num recipiente com água morna e aguarda-se alguns segundos. Se o embrião estiver vivo, o ovo flutuará com a ponta para baixo, uma vez que a câmara de ar ocupa o polo mais largo, e balança ligeiramente. Os ovos abortados flutuarão de lado ou afundarão.

Anilhamento
O sistema mais prático e seguro para identificar as aves é o Anilhamento. As anilhas são pequenos anéis invioláveis de alumínio que são colocados nas pernas dos filhotes no 7º dia de vida, levando-se em conta o seu desenvolvimento. Na anilha estão gravadas as siglas da Federação e da Sociedade que a emitiu, o ano do nascimento do pássaro, o número de ordem e o número do criador. Essa anilha é a identidade do pássaro, pois não sairá mais da sua perna. Com esses dados poderá emitir o Pedigree.

Os pássaros precisam da anilha para participar de Exposições e Concursos Oficiais. A colocação é um processo delicado e às vezes difícil. Deve ser feito sobre uma mesa forrada com papel, pois ao pegar os filhotes é provável que eles defequem.

Para anilhar, toma-se o filhote com a mão esquerda e a anilha com a mão direita. Passa-se a anilha pelos três dedos anteriores, deslocando-a pelo dedo posterior, que deve estar no mesmo sentido da perna. Em seguida, libera-se o dedo posterior. Essa operação pode ser facilitada com o uso de vaselina ou outro lubrificante neutro.

Separação dos Filhotes
As ninhadas bem nutridas deixam o ninho entre 15 e 18 dias. Porém, a permanência no ninho até 20 dias é normal. Poucos dias depois, os filhotes começam a bicar os alimentos, principalmente a Farinhada, frutas e verduras. Com um mês já quebram sementes, e podem ser separados dos pais. Uma regra prática interessante é não separar os filhotes enquanto eles apresentarem penugem na cabeça.

Normalmente, por volta do 25º dia, a fêmea inicia outro ciclo e começa a se preparar para uma nova postura. Nesse período, os pais podem depenar os filhotes, em busca de material para o novo ninho. Isso é evitado separando-se os filhotes dos pais com a grade divisória e oferecendo ao casal material para o ninho. Os pais alimentam os filhotes pela grade, por isso devem ser colocados poleiros baixos e próximos à grade divisória dos dois lados.

Alimentação dos Filhotes
Deve-se oferecer aos pais alimentação farta e variada. A Farinhada com ovo cozido deve ser ministrada várias vezes ao dia, em quantidades pequenas. Pode-se usas verduras como almeirão, chicória e couve, sempre frescas e bem lavadas, bem como maçã e jiló.


A variedade de sementes é importante. Além do alpiste, a aveia sem casca (principalmente na primeira semana) e o Níger devem ser oferecidos em comedouros separados. Alguns criadores usam pão amanhecido, descascado e cortado em fatias, que é mergulhado em água e espremidos várias vezes, e depois mergulhados em leite e espremidos novamente.

Se os pais não alimentam corretamente seus filhotes. Nesses casos, a retirada do macho da gaiola é recomendada. Também é recomendado oferecer água fortemente açucarada e pedaços de maçã por um dia. Outro recurso é retirar o ninho com os filhotes por alguns momentos. Assim, a fêmea se alimenta e acaba alimentando os filhotes quando volta ao ninho. caso todas as manobras para fazer com a que a fêmea trate os filhotes falhem, pode-se distribuir os filhotes entre as outras fêmeas que tratam bem.

Alguns criadores costumam alimentar os filhotes no bico, com alimentos pastosos. Esse procedimento não deve ser usado o tempo todo, mas nos dois ou três primeiros dias de vida é muito importante, pois permite ao criador ministrar vitaminas e medicamentos no tratamento de colibacilose (patologia responsável pela maioria das mortes dos filhotes no ninho). Esse procedimento auxilia no desenvolvimento inicial, mantendo os filhotes em condições de pedir alimentação às mães.

Farinhada 1ªreceita

* 1 kg de farinha de milho branca (triturada)
* 1/2 kg de farinha láctea ou Mucilon
* 200 gr de Níger
* 100 gr de aveia sem casca

Modo de preparar: Misturar os ingredientes acima e adicionar duas colheres de sopa para cada ovo cozido e passado na peneira. Colocar a disposição do pássaro em vasilha separada.

Resumo das Datas
Dias e Épocas Acontecimentos
Inicio de Julho Separar o casal, em gaiolas próximas
Final de Julho ou início de Agosto Época de Acasalamento
Após 2 ou 3 dias Apaixonados unir o casal
Após 5 a 8 dias (às 7hs da manhã) Fêmea porá seu 1ºovo, totalizando 3 a 5
Após 13 a 15 dias Os ovos se eclodirão, em cada dia
Após 18 a 20 dias Os filhotes saem do ninho
Após 5 dias Separação dos filhotes
OS CRUZAMENTOS SURPRESA

Revista Pássaros nro 20/2000

Sabe-se que existem falsos lipocromos. Eles tem o aspecto de canários amarelos, brancos ou mosaicos, mas quando cruzados com lipocromos verdadeiros (com olhos pretos), produzem filhotes ditos “multicolores”.

Este é o caso típico dos Isabel-opal, nos quais a melanização é parcial, não havendo melanina aparente, e a sub-pluma pode ser até mesmo branca.

Se cruzarmos um Isabel-opal com um branco, um amarelo, ou um mosaico, verdadeiros lipocromos (e portanto tendo um duplo fator E), nós obteremos filhotes multicolores. Eles são freqüentemente simétricos mas, de acordo com o lipocromo escolhido, eles podem ter as asas manchadas de preto, de marrom ou de Isabel.

Isto mostra que os lipocromos englobam igualmente os quatro tipos de base preto-marrom, ágata, marrom e Isabel. Isto nos permite compreneder porque certos brancos recessivos, certos mosaicos, possuem olhos avermelhados; eles possuem fator Isabel, e isto é mostrado pelo fato que com um Isabel-opal, nós temos somente Isabel multicolores. Na ausência do fator E, as melaninas não puderam se exprimir, o cruzamento permitiu a introdução de um fator E+, e por isto nós temos os multicoloridos.

Esta observação está ligada ao fato que nós podemos ver aparecer numa linhagem de canários amarelos uma mancha preta, ou então marrom; no segundo caso, o canário possui fator marrom. Se um canário branco, nós verificamos uma mancha bege, nós podemos dizer que este pássaro é do tipo Isabel, etc.

Interessante observações são feitas cruzando Isabel ou opal marrom com satinados, ou ainda cruzando mosaicos com canários brancos. Os resultados destes cruzamentos nos permitem conhecer melhor os caracteres mosaico, opal ou satinado.

Somente aqui é que se apercebe das possibilidades oferecidas por pouco que se afaste dos caminhos batidos.






COMO PREVENIR E CURAR AS DOENÇAS
Franco Nicolini e G. de Baseggio – Itália
Revista SOBC 2002
Arquivo editado em 26/04/2005
Com a improvisação não é possível manter distante as doenças (F. Nicolini)

Infelizmente, não obstante os insucessos obtidos ano após ano, muitos "improvisadores" (que não merecem o nome de "criadores") continuam a deter (e a fazer morrer), com contínuo sofrimento, das pobres criaturas aladas que têm o azar de ter caído nas mãos de pessoas que de tudo sabem fazer, exceto de ter humildade e vontade de aprender as técnicas correras para manter distante as doenças, preferindo obter insucessos após insucessos com a vã esperança de encontrar um "remédio milagroso" (que não existe!) que possa resolver todas as dificuldades.
Refiro-me às aquisições de novos exemplares, de inumeráveis proveniências negócios de animais, mercado de aves, de captura, de importação e, até mesmo, adquiridos também de criadores capazes etc.), todos amontoados juntos, num mesmo local, freqüentemente em número excessivo (superpopulação) com escassa higiene e carência de oxigênio, sem adequados controles e sem quarentena e sem as periódicas desinfecções e desinfestações.
Nestas condições, sempre descobrimos as doenças que "empestam" tudo: aves, utensílios, janelas, portas, paredes, chão, teto e a própria pessoa que detém, de modo lastimável, os pobres pássaros.
Há tempos atrás G. de Baseggio me dizia que, nas criações mal conduzidas, a Salmonelose (causada pela Salmonella typhi murium e outras espécies) e a Colibaciolose (provocada pela Escherichia coli e numerosas variantes) estão muito difundidas e podem facilmente infectar o próprio criador, o qual, por sua vez,
pode infectar outras pessoas e animais. E isto vale para muitas outras, mais que 20, doenças que através de aves doentes podem atingir o homem.
Destacamos novamente os perigos potenciais (ou seja, aves doentes que podem infectar o criador e vice-versa), para que os leitores levem em conta que "tendo-se aves doentes e em ambiente anti-higiênico pode-se adoecer" (por ex. a pessoa toca em utensílios ou nas aves doentes sem uso de luvas mãos sem luvas e depois pega na comida ou enfia o dedo no nariz: o agente patógeno entra no corpo do criador que pode adoecer).
Ao contrário, se as aves estão todas em ambiente saudável, criadas com boas condições técnicas, sem superpopulação, em número proporcional seja às dimensões do local e seja "ao tempo disponível do criador", com periódicas desinfecções e "quarentena", as aves estando bem, assim elas não podem infectar.
É um conceito simples! Mas, pelo meu conhecimento dos criadores, são pouquíssimos aqueles que se preocupam com esses problemas sanitários.
Pode-se muito bem criar animais sem perigo, porém é necessário adotar-se as necessárias normas higiênicas e correras técnicas.
É uma deletéria atitude, muito difundida, por parte de muitos "improvisadores", efetuar-se "tratamentos em massa", empíricos, sobre todos os sujeitos, freqüentemente seguindo "conselho" de um bom "amigo", sem tomar nenhum parecer de um veterinário especializado ou de uma pessoa verdadeiramente
competente, mas somente pelo "ouvi dizer". Esta desastrosa prática, seguramente cria uma infinidade de problemas sanitários, enfraquecendo gravemente as aves (que, nestas condições, sempre mais facilmente são agredidas pelas doenças), enquanto que outros agentes patológicos (bactérias, vírus, fungos etc.) tornam sempre mais nefastos os "padrões" da situação, a "resistência aos fármacos" (antibióticos etc.) se faz sempre mais incisiva, reduzindo ou anulando o efeito curativo de muitos medicamentos!
No meu criadouro não pratico "terapia de massa" porque é desnecessária. Não porque no meu criadouro não exista nenhum problema (criando-se espécies delicadas, os problemas sempre existem), mas simplesmente porque, "adotando-se todas as necessárias correias técnicas", sempre repetidas e destacadas por!
G. de Baseggio nos seus livros e artigos, os problemas, quando\\" aparecem, são mais leves e, assim, quase sempre superáveis com resultados positivos.
Em um criadouro bem conduzido, salubre e higiênico, com a maior parte das aves com perfeita saúde, o controle sanitário deste ou daquele sujeito, descondicionado ou doente (que deve ser logo isolado, melhor se em um outro local, limpo e com aquecimento se necessário), é assim sempre possível.
Respeitando-se as correras técnicas, as normas higiênicas e evitando-se ao máximo os erros alimentares, pode acontecer que um exemplar fique "fofo" (plumagem arrepiada), entristeça, se isole num poleiro; ao exame se encontre um "esterno afiado" (músculos laterais atrofiados) ou o abdome fique avermelhado e/ou inchado ou o fígado hipertrofiado (visível como uma mancha violácea ou amarronzada na borda do lado direito do abdome, logo abaixo das costelas). Estes casos, mesmo em um criadouro "são", são muito raros, mas acontecem (as causas são tantas: as mais freqüentes são as sementes velhas, mofadas, sujas).
Nestas situações não se deve perder a calma (geralmente efetuando o grave erro de uma "terapia de massa"), mas enfrentar o problema com bom senso.

Como comportar-se quando um sujeito adoece?

O isolamento do doente num outro local, dentro de uma "gaiola enfermaria" ou em uma gaiola recoberta por um xale de lá (deixando aberto só na frente), talvez apoiada sobre dois baldes invertidos, com adequada distância um do outro, colocando entre os dois baldes um soquete sob a gaiola com uma lâmpada de 40 ou 60 watts acesa (que aquece o interior da gaiola com temperatura entre 22 a 26° C, medida com termómetro) é a primeira coisa a se fazer para evitar a difusão de eventuais doenças contagiosas.
Se o sujeito apresenta o ventre inchado e avermelhado, me comporto como se segue. Aqueço-o como acima foi dito. Observar o sujeito: se tem a plumagem normal, não fofa, e o bico fechado (tem o bico aberto se existe uma doença do aparelho respiratório) significa que a temperatura está certa; se tem a plumagem fofa, significa que faz frio; se tem a plumagem muito aderida e o bico aberto com respiração ofegante, a temperatura, neste caso, está excessiva).

A - Suspender a administração de verduras e de pastas;

B - Oferecer uma mistura de sementes frescas e não muito rica em gorduras (sem niger; são ótimas as sementes de alpiste, perila e alface branca);

C - A cada manhã, em um bebedouro de 50cc, colocar na água de beber (melhor se água oligomineral leve) 10 gotas de Fordin(r) (Formenti) adicionada a 4 ou 5 gotas de um bom vinagre. À tardinha retirar tudo, renovando a solução na manhã seguinte, isto por 3 a 4 dias seguidos;

D - Sucessivamente, em dias alternados, por 5 a 6 dias consecutivos, administrar um integrador biológico, à base de lactofermentos vivos e vitamina do complexo B: Neo-lactoflorene(r) (Monte Farmaco), para uso humano, que se adquire em farmácia sem receita, em 7 flaconetes. Dose: o conteúdo de um flaconete em meio litro de água (manter tudo em refrigerador).

Normalmente, depois de alguns dias do referido tratamento, as aves se restabelecem plenamente. Se são notados sinais de fígado hipertrófico (mancha escura no lado direito do abdome) não é necessário o isolamento em outro local, mas em uma pequena gaiola no mesmo local. Inicia-se o seguinte
tratamento:

l - Administrar uma mistura de sementes frescas e com pouca gordura;

2 - Oferecer um hepatoprotetor, por ex. Polievo(r) na apresentação injetável (não usar o produto em suspensão nem em comprimidos; é necessária uma receita médica ou veterinária), para uso humano, em farmácia. É a base de aminoácidos sulfurados. Dose: uma ampola para cada litro d\\"água oligomineral leve (duas ampolas/litro nos casos mais graves), durante 6 a 8 dias seguidos;

3 - Abolir verduras e pastas.
Nota: o Polievo(r) tem se demonstrado muito útil durante a muda e com os sujeitos recém-adquiridos.
Se após 15 dias do início do tratamento o sujeito não responde positivamente, há a possibilidade de se estar diante de uma hepatite micótica (candidíase etc.) quase sempre acompanhada de fezes moles e esbranquiçadas; se, ao contrário, as fezes são diarréicas, extensas, e/ou esverdeadas, é provável a presença de uma salmonelose ou uma colibacilose, ou ambas.

Como comportar-se no caso de uma hepatite micótica

Tratando-se de uma aspergilose, que eu saiba, não existe uma cura eficaz, mas somente prevenção ambiente
Muito seco, higiênico, desinfetado, com "duplo fundo" para evitar o contato direto com as fezes, papel absorvente no fundo desinfetado; abolir os fundos que causem poeira; sementes sãs isentas de micotoxinas etc.).
Se estivermos diante de uma candidíase (infecção por Cândida) deve-se procurar entender como tal doença pode se desenvolver (as causas principais são: ambientes úmidos, excesso de verdura, pastas úmidas administradas secas, resíduos de pastas úmidas não retirados, falta de periódicas desinfecções com sais quaternários de amônia: por ex. Steramina G (r) [Formenti];
sementes mal conservadas em ambientes úmidos e que têm desenvolvido as micotoxinas; sementes germinadas ou amolecidas ou fervidas não bem preparadas e não tratadas com antimicóticos e assim por diante).
Na presença de uma candidíase, como comportar-se?
A candidíase (chamada também "oidiomicose" ou “monilíase") é uma grave doença micótica (causada por micetos), provocada pelo agente Cândida albicans. A doença atinge preferencialmente o trato superior do aparelho digestivo (em particular: boca, garganta, faringe, esôfago e papo); tanto nos adultos, mas mais freqüentemente nos filhotes (placas esbranquiçadas no cavo oral), devido a pastas úmidas e sementes fervidas, germinadas e amolecidas contaminadas pelo agente.

Lesões: placas esbranquiçadas (às vezes amareladas, esverdeadas ou amarronzadas), aspecto cremoso, na cavidade bucal, faringe e papo. Raramente lesões a nível de intestino. Enfim lesões: encefalite.
Sintomas: os sujeitos atingidos ficam abatidos, plumagem "dura", se isolam num canto da gaiola. Notam-se: regurgitações freqüentes, dificuldade para se alimentar e para deglutir, emagrecimento rápido; freqüentemente dificuldade respiratória, dispnéia, a nível do bico uma substância sero-mucosa esbranquiçada (baba); enfim distúrbios nervosos (tipo encefalo- malácia). Às vezes nas narinas e no bico e na base deste, aparecem formas cutâneao-necróticas; enfim nas patas, raramente, formação branco-acinzentada com anormal corneificações.
A candidíase é freqüentemente causada pelo prolongado uso de antibióticos.
Profilaxia: abolir tudo o que possa elevar o grau de umidade acima de 55%. Possivelmente deve-se manter a umidade relativa do ar entre 40-45% (mediante desumidificador). Abolir todas as causas que favoreçam a reprodução e difusão do fungo.
Desinfetar tudo: utensílios, pavimentos, paredes, janelas, portas, teto, gaiolas e voadeiras, mediante abundante e repetidas borrifações com uma solução de um bom antimicótico (por ex. Steramina G (r) (Formenti); ou Sanisa (r) (Chemivit); Desi-plus(r) (Nekton) e também antimicótico-desinfetante (G.de Baseggio aconselha um produto, encontrado em farmácias, já pronto:
Germozero-spay (r) da Cario Erba. Comedouros e, principalmente bebedouros, devem ser mergulhados em uma solução antimicótica, por ex. Sanisa (r): 10cc (1 cc=20 gotas de conta-gotas) em um litro d\\"água; ou Steramina G (r) (uma colher em um litro d\\"água) ou outros produtos similares; depois de serem bem lavados, os bebedouros devem ser imergidos em um balde contendo a solução antimicótica pelo menos por duas horas; depois escorrer (sem reenxaguar) antes de colocar a água de beber.
Terapia da candidíase
A boa profilaxia e a higiene geral acurada são determinantes para prevenir as doenças (atenção aos alimentos úmidos e mal conservados; pastas, sementes, verduras contaminadas). Atualmente, o veterinário J.P. André acha que não exista uma cura totalmente eficaz. Em cada lugar há um medicamente anti-cândida. O Dr. F. Tarozzi aconselha: Fungilin (r) xarope (Squibb), com anfotericina B; doses: 2 a 3 cc em um litro d\\"água nos primeiros 5 a 6 dias; depois 1 cc/litro d\\"água por mais outros 7 dias consecutivos. Renovar a solução 2 vezes aos dia, em bebedouros desinfetados.
O Dr. G. Venturelli aconselha: Micocid i (r) (Chemivit); doses: em um kg de uma pasta leve seca colocar 100 gr do remédio, por um período de 7-10 dias consecutivos (um envelope de 50g para 500 gr da pasta).
Um veterinário belga aconselha: por 10 dias consecutivos:
Nistatina (r): 1 ml/litro de água ou 2 ml/kg de pasta.

Do livro "Allevamento dei Carduelidi - Volume IIO FUNGO DE UNHA

Fonte: Criadouro Semear www.criadourosemear.com.br

Revista SOMA 2006

Artigo editado em 19/02/2007



Muitos criadores de canários já tiveram a desilusão de ver um potencial campeão, aquele canário que se destacava na cor, de repente imprestável. Muitos juizes já tiveram o desprazer de desclassificar belos pássaros pela mesma razão. Já julguei exposições de canários em que mais de 10% dos pássaros foram desclassificados por serem portadores de micoses em dedos. Já vi fungos de unhas em pássaros em todo o Brasil mas não nas proporções que ocorrem em Santa Catarina.

O fato deve ser relacionado às condições climáticas, principalmente à umidade do ar. Uma consistente observação a favor desta hipótese é que a doença é mais comum nas cidades próximas de rios e mar. É mais freqüente no fim do verão ou do outono, mas na época, a superpopulação nos criadouros é grande. É proporcionável que a doença seja transmissível, pois, é comum vários pássaros de um mesmo gaiolão estarem contaminados.

Manifestação Clínica

A doença é de difícil reconhecimento nas suas faces inciais porque o pássaro afetado só levanta a pata doente nas faces adiantadas, quando a unha geralmente está irremediavelmente perdida. O início, por vezes é caracterizado por lesões brancas ou amarelas ou engrossamento da ponta do dedo comprometido, fatos comuns a doenças das patas dos canários. Geralmente o que caracteriza o quadro é a presença de uma lesão verrugosa que se inicia dentro da matriz da unha e, em poucos dias, recobre toda a unha. Neste estágio a unha já está morta e não observa-se o filete sangüíneo que a nutre. A lesão se destaca. Em alguns casos, pode haver contaminação secundária resultando em septicemia e morte do pássaro.

Diagnóstico Laboratorial

O diagnóstico de laboratório é difícil, pelo alto custo dos exames e por não dispomos em nosso meio, laboratórios com prática em micologia ornitológica. Por analogia com o que praticamos no diagnósticos estiológico dos onicomicoses humanas, enviamos para exames micológicos, microscopia e cultura, raspando de unhas de canários doentes. Todas as amostras tiveram resultado negativo, isto é, os fungos não eram encontrados na superfície das lesões. Decidimos, então, enviar para exame histológico dedos amputados. Como os resultados foram interessantes, serviram de motivação para que, embora reconhecendo nossas limitações, escrevêssemos este artigo. O estudo das lâminas coradas pela técnica de hematoxilinaesina e pela técnica de Grocott (pesquisa de fungos através de impregnação pela prata), mostrou processo inflamatório crônico como edema, extasia e congestão de vasos sangüíneos e a presença de formas fúngicas em hifas curtas e blastosporos, sugestivas de Tinea verrucosum que acomete seres provocando lesões cerucosas. Outra característica marcante é a ausência do filete vasculonervoso que nutre a unha. Caso o problema persista em nosso criadouro, vamos tentar a cultura do fungo na matriz do dedo amputado onde encontra-se o principal foco.

Tratamento

Quando percebemos a lesão verrucosa recobrindo a unha, geralmente não há mais tratamento eficaz que recupere o dedo. Os cremes e pomadas a base de imodazólicos são pouco eficientes, pois não alcançam os fungos que estão localizados na matriz da unha. Os que alcançam melhores resultados são a base de oxiconazol (oceral) e bifonazol (mycospor). Os esmaltes para uso humano, com alta concentração do principio ativo, comum o usaram para unhas e o loceryl, pelas mesmas razões, também apresentam eficácia reduzida. O tratamento que apresenta melhores resultados, embora cause espanto, é a imersão da pata afetada em ácido sulfúrico a 50% por 20 ou 30 segundos, seguido a lavagem de água corrente. Este procedimento é inócuo, não restitue o aspecto normal da unha, mas impede a evolução.

Nas onicomicoses humanas, várias drogas usadas por via oral são eficazes no tratamento da doença como os imidazólicos (cetaconazol, flucanazol e itraconazol), a griseofulvina e a terbinafina quando usados por meses. Nos canários, como não conhecemos o metabolismo destes medicamentos (absorção, níveis sanguineos, matabolização, concentração em tecidos queratinados como pelo e unhas e vias de excreção), torna-se difícil determinar corretamente as dosagens e o tempo de uso. Já experimentamos usar em nossos canários o cetoconazol (cetonas, nizoral) na dose de 1 gr, 5 comprimidos triturados, e o itraconazol (sporanox, itranax) 4 cápsulas de 10 mg por kg der farinhadaa seca, por pelo menos 3 meses. Os resultados curativos foram muito pobres, mas algumas unhas onde a doença estava nos estágios iniciais recuperaram o aspecto normal. É importante ressaltar, que a incidência de novos casos no plantel diminuiu bastante tendo o medicamento agido preventivamente.


Identificando e prevenindo as doenças dos canários
PREPARANDO A CRIAÇÃO

Arquivo Editado em 27/02/2005

O criador de canários precisa reconhecer as doenças que acometem os
canários, para identificá-las no dia a dia de sua criação. Desta forma ele poderá
transmitir os dados para um Veterinário da área, para realizarem um trabalho
conjunto. Após a identificação e confirmação da doença são tomadas
medidas de tratamento e prevenção para uma futura criação. A finalidade deste
esquema de trabalho é a manutenção de bons reprodutores e a geração de
filhotes saudáveis, com desenvolvimento pleno de seu potencial genético.
Doenças comuns dos Canários
Coccidiose
A coccidiose é uma das mais importantes causadoras de morte dos
filhotes de primeira semana de vida e filhotes no desmame. Agride os
pintassilgos em grande escala. Causa excesso de consumo de alimento com
emagrecimento concomitante. Diarréia com fezes amareladas ou fezes com
sangue. Peito seco associado ao aumento de volume do intestino, observado ao
exame da barriga do canário. Existem várias medicações úteis para tratamento
e controle da coccidiose Baycox é curativo, mas não permite que a ave gere
imunidade para a prole. Coccinon-Vitasol Amgercal-ProAve - é o coccidex
registrado no Brasil, cuja ação é preventiva (dose de 20g em l litro de
água 20 dias) e curativa (dose de 40 a 60g por litro de água 4 dias, com retorno
a dose preventiva a seguir) - age no dia Preparando a criação da exposição do pássaro às coccidias, tornando-o excelente para uso em momentos de risco de contaminação, como campeonatos, exposições, feiras, concursos, empréstimos de reprodutores, chegada ao novo criatório, etc. Nunca indico as Sulfas, pois causam azoospermia (perda de espermatozóides nos machos – ou seja infertilidade. Para filhotes podemos prescrever NalytH Baby na papinha durante 7 dias de vida, e 7 dias do desmame. Eu uso no meu criatório de canários frisados este programa de tratamento de filhotes na papinha Energet Amgercal, que confere ótima consistência e balanceamento nutricional.

Bacterianas (Peito Seco Mycoplasmose; Pinta Preta Salmonelose; diarréia do ninho e morte do desmame - Colibacilose; Lesões de Pata - Staphylo e Streptococcose)

As doenças bacterianas mais frequentes em canários são: Pasteurella spp (Cólera Aviária); Salmonella spp (Tifo e Paratifo); Haemophilus spp (Coriza infecciosa); Clostridium spp (Enterite Necrótica e Ulcerativa); Escherichia coli (Enterite, Aerosaculite, Peritonite e Septicemia); Staphylococcus spp (Pododermatite, Dermatite e Artrite), Streptococcus spp (Estreptococose) Clostridium, Erysipela, Borrelia e Mycoplasma Doença Crônica Respiratória). Os sintomas mais comuns de aves com infecções bacterianas são: pododermatite (infecção das patas), coriza (corrimento nasal), sinusite (inchaço peri-ocular), artrite infecciosa (inflamação das juntas com varicoses das veias da pata), infertilidade infecciosa dos machos (ovos brancos por mycoplasma), ovos brancos (infertilidade de macho ou acidez da fêmea), problemas respiratórios na criação (rouquidão, perda da voz , perda de notas e tons correios do canto, Doença Crónica Respiratória), "peito seco" (emagrecimento rápido e mortal - Mycoplasmose), enterites (diarreias ou inflamação de intestino); Pinta Preta (vesícula biliar aumentada Salmonelose); diarreia do ninho e morte do desmame (Colibacilose); lesões de Pata (Staphylo e StreptocQecose), etc. A prevenção pode ser feita da seguinte forma: Mycoplasmose deve ser tratada 4 vezes ao ano de forma estratégica (Nalyt 100 Pius - Nova Fórmula para tratamento até 14 dias seguidos) (NalytH Fase Muda, Reprodução e Baby na prevenção). As lesões de patas, a pinta Preta ou Salmonelose e a Colibacilose tem respondido bem a antibióticos de largo espectro (Ampicilon Amgercal e Ampicilina Univet) e suplementação nutricional de
reforço por longo período (Rovital-C). Nas patas use anestesiar com o Biofenac
spray (linha humana), aplicado 5 vezes ao dia, promovendo bem estar das aves
e reduzindo a dor local.
Verminoses
Canários da terra, pintassilgos, aves canoras e silvestres, são altamente
infestadas por verminoses. Os canários possuem baixa incidência, porém vale a
pena realizar um controle com exames de fezes anuais. Pode provocar diarreia
inespecífica, emag recimento crónico, poucas mortes. Os vermes debilitam as
aves, pois reduzem a absorção de nutrientes no trato digestivo. Alguns
vermes agem sobre o aparelho respiratório, abrindo portas de contaminação para Mycoplasma, e outras bactérias, ou mesmo fungos. Para a prevenção, indico é feita primeiramente com a Piperazina (Vermiden Amgercal), que controla os
vermes gastrointestinais, com ampla margem de segurança de uso. Outros
vermífugos só podem ser usados verificando-se o grau de contaminação
através de exames parasitológicos anteriores a medicação. Mebendazole
Univet é um deles. A higiene ambiental, a troca do fundo da gaiola, e exames
preventivos são importantíssimos para o controle de parasitas.
Piolhos e Ácaros
Apenas indico que cuidem para que eles não entrem nas criações, pois o
trabalho que oferecem para seu controle é muito desgastante. Sempre há um foco
no ambiente que mantém os piolhos infestantes para os canários. Procure
sempre o foco. As aves ficam irritadas, não comem, rejeitam a gala, arrancam
penas, os filhotes tem anemia. Na alimentação usamos Sulphur 6CH e
Staphisagria 6CH — produtos Homeopáticos na dose de 10 gotas em
2 litros de água 10 a 20 dias durante o surto. Aplique Front-Line spray l a 2
gotas no dorso da ave antes de sair para exposições. Mantenha a ave em
quarentena e repita a aplicação quando adentrar com a ave no seu criatório.
Hidratação
A hidratação com soro no bebedouro mantém o estado de saúde da ave durante e após viagens, transferências, manuseio intenso ou outro estado que necessite de hidratantes, energéticos e suplementação vitamínica, como o caso de doenças infecciosas. A ave hidratada revigora-se após as fases de debilidade, doença, susto ou choque térmico; consegue restabelecer as defesas orgânicas durante os campeonatos, exposições, períodos de mudanças bruscas de temperatura, doenças gastro-intestinais, durante e após o tratamento de doenças infecciosas e após uso de antibióticos. Elaboramos o Hidrafort com o mesmo conceito do uso de hidratantes para desportistas e cantores de ópera.
Hepatite Tóxica por Micotoxinas
As aves com fígado aumentado, fezes verde musgo ou verde biliosa, urina amarelada com uratos amarelados, podem ser sintomas de hepatite tóxica
crónica e aguda. Ocorre mal empenamento, pode ocorrer apenas descoloração das penas das aves ou má coloração com manchas das penas. Evite o crescimento de fungos e bactérias através de produtos controladores de microorganismos, administrados nas rações, farinhadas e sementes como Prevent que pode ser usado de forma contínua na farinhada. A Farinatta Suprema e a Farinatta Bianco possuem este composto em sua formulação. As substâncias adsorventes de micotoxinas, quelam as toxinas excretadas pêlos fungos nas sementes e impedem a produção de maiores quantidades. Usamos o Aflatox assim que compramos as sementes, para depois estocar em baldes. E caso apresente casos de problemas de fígado, removemos os alimentos suspeitos e tratamos com Chelidonium majus homeopático na potência 6CH 2 glóbulos por
bebedouro 3 vezes por semana.
Medicações têm agido sobre forma terapêutica e profilática para a Salmonelose e Colibacilose aviária como a exemplo os bioflavonóides encontrados no revent, promovendo aumento de produção e resistência dos ovos. Probióticos auxiliam no controle da flora intestinal impedindo que estas bactérias proliferem. São aditivos para alimentação das aves, elaborados com bactérias e lactobacilius que auxiliam no bem estar e saúde dos pássaros. Sua ação é de modulação da flora intestinal das aves, e controlador da proliferação de bactérias e leveduras patogênicas, que
provocam quadros de diarreia. Probióticos formam uma flora intestinal
saudável nos país e posteriormente nos filhotes. Previne a diarreia de ninho,
auxilia na redução da "pinta preta" e na retenção do saco da gema nos filhotes.
O uso deve ser anterior ao nascimento dos filhotes, pois, prepara a flora do trato
digestivo dos pais antes do nascimento dos filhotes, para que estes Já recebam
alimento com a flora microbiana saudável. Sabe-se que os probióticos
possuem um efeito promotor de crescimento, bem como, auxilia na
conformação física das aves, formando músculos e reduzindo tecido gorduroso.
Devemos oferecer probióticos para os pais refazerem sua flora intestinal, para
que eles, ao regurgitarem o alimento para os filhotes criem uma flora
intestinal saudável nos filhotes (exemplo ProbLac Pius para uso na farinhada e
na papinha).
Estas são algumas patologias observadas em canários e que podem sen
prevenidas e identificadas pelo criador, no seu dia a dia da criação. CONSELHOS NA HORA DA CRIAÇÃO

Giorgio de Baseggio – Itália
Revista SOL Junho/2000
Artigo Editado em 28 Dez 2003


Coisas que não devem ser feitas: não desperdiçar dinheiro na construção de uma linhagem deficiente:

a) Não utilizar aves sem ótimas condições;

b) B) Não acasalar aves que tenham feito uma troca lenta e difícil;

c) Nunca utilizar aves que apresentem defeitos ou taras hereditárias, nem aves provenientes de linhagens mal selecionadas ou taradas;

d) Não acasalar aves das quais uma apresente um defeito e a outra o defeito oposto; poderão ser obtidos filhotes com ambos os defeitos;

e) Nunca utilizar uma ave que não apresenta ótimas condições;

f) Nunca acasalar um sujeito com ótimas qualidades com um outro deficiente;

g) Nunca utilizar pássaros que não tenham boa aparência (plumagem defeituosa, vários defeitos visíveis, etc);

h) Não esperar sucessos imediatos. Freqüentemente os começos são entusiasmantes porque as melhorias são evidentes, mais ou menos a meio caminho o grau de melhoria ficará mais lento, mas se você for perseverante na boa seleção, obterá um a linhagem de primeira e as aves de alta qualidade;

i) Nunca se esqueça de que os defeitos dependem de influências genéticas continuando-se o uso de aves com defeitos e taras, terá origem uma predominância genética, devido a esses defeitos na sua linhagem;

j) Nunca descuidar de ter uma boa listagem genealógica e de conferi-la muito freqüentemente;
k) Nunca ceder à tentação e introduzir na sua linhagem aves fracas e defeituosas;

l) Não arriscar desenvolver programas de consangüinidade se não tiver experiência de alguns anos na criação de aves;

m) Nunca iniciar a consangüinidade sem ter condições de garantir um plantel inicial de excelentes aves que possuam entre elas as melhores qualidades e não defeitos;

n) Nunca se esquecer de ser sempre cuidadoso na seleção: a consangüinidade em si não é suficiente para a constante melhoria;

o) Apresenta um potencial genético recessivo e, então, não será apto para sua linhagem, ou seja, o seu potencial genético é incompatível com as características hereditárias da sua linhagem selecionada;

p) Nunca manter um número elevado de aves; a consangüinidade exige maiores cuidados e mais tempo que aqueles de uma linhagem não selecionada.

OS DEFEITOS DEPENDEM DE INFLUÊNCIAS GENÉTICAS, É IMPRESCINDIVEL UMA ANOTAÇÃO GENEALÓGICA

ADQUIRIR AVES DE TAMANHO MÉDIO
O tamanho médio é preferível porque as características são “balanceáveis”, e isto facilita o bom “tipo”. Se isto não for possível, adquirir um macho de tamanho maior e uma fêmea menor e vice-versa. Na escolha, que o macho seja de tamanho grande, boa cor, boa plumagem, cabeça redonda, larga, limpa e sem superfícies. A fêmea deve ser de tipo bom, com bóia qualidade de plumagem.

QUANDO SE QUER AUMENTAR TAMANHO
Uma linhagem pode ser carente no comprimento e na qualidade de plumagem. Excepcionalmente, nesse caso pode-se efetuar acasalamento, Nevado x Nevado. Utilizar somente sujeitos com plumagem macia, curta, fina e brilhante. Nunca utilizar sujeitos com plumagem grosseira, áspera, de baixa qualidade, características transmissíveis aos filhotes. Assim pode-se melhorar o tamanho e a qualidade da plumagem. Não insistir com esse acasalamento, pois a plumagem poderia tornar-se volumosa demais, com zonas de fachos e confusa, favorecendo o aparecimento de cistos de plumagem.

SEGURAR OS MELHORES
Nunca cometer o erro de vender os melhores sujeitos sem razão. Vendidos os melhores, deve-se recomeçar o árduo trabalho de formar uma linhagem de primeira.

ACASALAR DOIS INTENSOS
Uma linhagem de Nevados pode ter a plumagem muito confusa, opaca, apagada. Precisa-se “introduzir” o “sangue” de um sujeito superintenso de cor, linda plumagem curta e brilhante, nascido de Intenso x Intenso. A melhoria da linhagem não deve estender-se a mais de dois anos. Portanto, os acasalamentos Intenso x Intenso e Nevado x Nevado se fazem somente em casos excepcionais; pelo contrário, no acasalamento Intenso x Nevado deve-se considerar o acasalamento indicado na normalidade dos casos.
CONSELHOS ÚTEIS NO MANEJO DAS AVES DE COMPANHIA

ALOJAMENTO

Proporcionar uma gaiola ou viveiro o mais amplos possível, para que a ave possa voar. Apenas dois poleiros colocados nos extremos servem perfeitamente no caso de aves como canários, exóticos, indígenas, etc.

Deve evitar-se sempre que possível o tradicional poleiro com corrente para papagaios. Os poleiros devem ser de madeira, de preferência em pinho, árvore de fruto, e nunca em plástico ou de material abrasivo. Evitar colocar os bebedouros debaixo dos poleiros.

TEMPERATURA

Ao contrário do que muita gente pensa, uma ave de boa saúde poderá suportar temperaturas bastante baixas.

Devemos no entanto evitar mudanças bruscas de temperatura e correntes de ar.

HUMIDADE

A grande maioria das aves em cativeiro suporta uma ampla variação dos níveis de humidade, se bem que algumas espécies provenientes de países tropicais ou sub-tropicais prefiram um ambiente mais húmido. Aconselhamos pois proporcionar a essas aves bastante água, ou periodicamente quando do tempo seco, pulveriza-las com água.

LUZ E AR

A luz solar é de extrema importância para a saúde dos seres vivos. Sempre que possível deixe as suas aves apanhar sol, tendo o cuidado em proporcionar-lhes um pouco de sombra como resguardo.

Note-se que quando falamos em sol, se trata de luz direta e não filtrada através de um vidro ou janela, pois estes não permitem a passagem de raios ultravioletas.

Como alternativa, pode utilizar-se luz fluorescente especial que sinula totalmente o espctro da luz solar.

Em ambiente fechado nunca devemos manter o período de luz diária por mais de 16 horas, nem acender e apagar a luz quando as aves estão a dormir, pois poderão entrar em stress, ou até abandonar os ninhos quando em período de criação.

Evitar correntes de ar e ambientes de fumo (salas, cozinhas, etc), bem como sprays, pesticidas, etc., não destinados especificamente a aves.

HIGIENE

A limpeza diária dos comedouros e bebedouros e do fundo das gaiolas evita problemas associados com a conspurcação dos alimentos, e alerta o criador para eventuais sinais de doença.

Uma limpeza geral semanal ou quinzenal, que incluirá lavagem e desinfecção de instalações, poleiros, utensílios, etc., é aconselhável. Utilizar desparasitação externa.

ALIMENTAÇÃO

A grande maioria das doenças que afetam as aves são de origem alimentar. O conhecimento do tipo de alimentação próprio de cada ave é de extrema importância. A administração de sementes conspurcadas ou de má qualidade, excesso de sementes oleaginosas (níger 33% gordura, cânhamo 32%, girassol 47%, nabo 40%, linhaça 40%, amendoim 47%), provocam doenças graves de difícil tratamento. Procure pois administrar uma maior percentagem de grãos com um menor teor de gordura e mais elevado em proteínas: alpiste, painço, milho, aveia, leguminosas, etc.

Note que as referidas sementes gordas são as mais apetecíveis, pelo que devemos raciona-;as criteriosamente.

Uma ave gorda não é necessariamente uma ave saudável.

Por outro lado, a grande maioria das sementes secas são naturalmente deficientes em vitaminas e outros micronutrientes esseICAS PARA INICIANTES ANTES DE COMPRAR

Leonardo Monteiro
Revista SOBC-2000
Arquivo editado em 09/05/2004

1) Um canário bem tratado pode atingir a idade de 8 a 12 anos. Está preparado para se responsabilizar por ele?
2) Dispões de tempo suficiente para o seu pássaro? Ele tem de ser alimentado e tratado com regularidade.
3) Pode oferecer ao seu pássaro um lugar fixo em sua casa? Se ele tiver que ser constantemente mudado, não se sentirá seguro.
4) Tem outros animais domésticos em casa que possam ser perigosos para o canário? Um cão pode ser ensinado a não incomodar o pássaro, mas um gato, por seu lado, só com muita dificuldade o poderá ser.
5) Um canário não canta durante o ano com a mesmo intensidade. Por exemplo, na muda das penas ele precisa de todas as suas energias para a renovação da plumagem. Alguns pássaros também ficam calados sem motivo aparente. Acha que vai gostar da mesma maneira, mesmo se ele já não cantar?
6) No que respeito à alimentação, um canário pode ficar, no máximo dois dias sozinho. O que acontecerá à ave quando você estiver de férias ou adoecer?
7) Deseja oferecer o pássaro ao seu filho? Então terá de lhe explicar o modo correto de tratamento e prestar atenção a isso.
8) Os cuidados com o pássaro não são caros. Mas pensou que um canário poderá custar algum dinheiro, caso necessite de cuidados médicos?

A ESCOLHA DE CANÁRIOS PARA EXPOSIÇÕES

Qualquer que seja o tipo de canário que apresenta para exposição, é importante escolhe-lo utilizando os critérios que passamos a descrever.

Na categoria dos lipocromos:
a) Vermelho Intenso: só se devem apresentar os machos que tenham uma cor bela e uniforme mas que não apresentam, Shimel.
b) Vermelho Nevado: apresentar apenas os machos com uma plumagem muito luminosa e que tenham as nevoas em forma de escama distribuídas de forma igual por todo o corpo. O bico e as patas devem ser de cor clara, sem marcas de melanina.
c) Os mosaicos: a ave deve apresentar-se com um manto de uma cor branca giz, deve ter a máxima expressão lipocrômica nas zonas de eleição (ombro, olhos, peito, uropígio). Para concurso excluir todos os mosaicos que tenham a pigmentação pouco viva.
d) Os amarelos: só os machos com as mesmas características descritas para o vermelho intenso e vermelho nevado. Devemos preferir os de lipocromo limão que não tinham nenhum vestígio de laranja.

Na categoria dos brancos:
a) Branco: apresentar os que tenham a forma aproximada do padrão standart, com a plumagem aderente ao corpo e de cor a mais luminosa possível.
b) Branco dominante: preferir os que tenham cor luminosa e amarelo limão nas remiges. Banir todos os indivíduos cujos ombros sejam amarelados.

OBS: Nos canários de linha clara com exceção aos inos observar as penas da coxa pois é um lugar freqüente de aparecimento de penas melânicas.

OUTROS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

-O bico: este deve ser curto e cônico.
-A cabeça: deverá ser redonda, grande, proporcional ao resto do corpo, eliminar as cabeças achatadas.
-As asas: não se devem cruzar.
-O peito: não deve ser metido para dentro nem proeminente.
-As plumagens: curta, aderente, bem limpa.
-As patas: limpas, não podendo faltar nenhum dedo nem unha.

nciais. Arquivo Editado em 02 Abril 2001

Peso médio de algumas aves
Canários...............................

15 a 40 gr
Periquitos.............................

20 a 60 gr
Papagaios............................

400 a 600 gr
Pombos: Ligeiros.................

250 a 300 gr
Pombos Médios...................

450 a 500 gr
Pombos Pesados.................

Até 1000 gr

Consumo diário aproximadamente de algumas aves



Canários:Água 1 a 3 cc

Sementes 2 a 20 gr



Pombos:Água 45 a 50 ml

Sementes 1/10 do peso ou 20 a 100gr/dia


Equivalências

1 colher de café = +/- 3 cc = 60 gotas =+/- 5 gr de pó

1 colher de sopa = +/- 9 cc = 80 gotas =+/- 15 gr de pó

1 ml = 1cc = 20 gotas

Observações

Os produtos devem ser preparados todos os dias.

Quando tratar de uma ave suspeita de doença, deve separar-se, sempre que possível, de todas as outras, durante o período de tratamento até o seu completo restabelecimento, desinfectando-se o alojamento.

No inverno as aves bebem menos, devendo pois aumenta-se ligeiramente as doses na água> se por exemplo, estivermos a dar 2cc de um produto no verão, no inverno deve aumentar se para 3cc.

Algumas dicas

Os fatores que contribuem para o êxito da criação são fundamentalmente três:

10) Fator alimentar;

20) Fator genético;

30) Fator ambiental. Juntos estes três fatores constituem o triângulo da vida.

Os pássaros de cativeiro freqüentemente apresentam alguma carência alimentar. Por isso, é aconselhável dar-lhes compostos de vitaminas e minerais a fim de evitar graves descompensações.

Lembrem-se que para concorrer com bons resultados, seus canários deverão ter uma preparação que vai do aparo das unhas até o banho, se possível, com sabão de côco ou shampoo Jonhson.

No entanto, se forem Frisados Parisienses, só deverão ser lavados três dias antes do certame. Nunca ponha banheira para os Frisados. Os fachos arriarão o que é motivo de desclassificação no concurso.

PREPARAR AREIA PARA SEU PÁSSARO

WILSON TADEU MUNNO
Utilizar areia grossa coada (coar com peneira com granulação média). Lavar a areia até a água sair límpida.
Secar ao sol, colocar no forno na temperatura acima de 100 ºC durante 1 (uma) hora.

PREPARO:

2 LITROS DE AREIA
4 COLHERES (SOPA) SAL MINERAL
1/4 LITRO DE FARINHA DE OSTRA (FINA)


COMO PREPARAR VERMIFUGO PARA SEUS CANÁRIOS
WILSON TADEU MUNNO
01 COMPRIMIDO DE FLAGIL 250
10 GOTAS DE COMPLEXO B
01 AMPOLA GLICOSE 50 %

PREPARO:

DILUIR EM UM LITRO DE ÁGUA FILTRADA
MINISTRAR DURANTE 05 DIAS


.que na época do acasalamento é conveniente aparar as penas da cloaca dos canários para favorecer a cópula, principalmente naqueles de penas longas...

...que para melhorar a intensidade do fator vermelho deve-se adicionar à farinhada um pouco de cenoura ralada na proporção de 50 gramas para 200 gramas de farinhada...

...que os canários com fator vemelho não devem ser expostos ao sol para não perde a uniformidade da pigmentação...

...que para evitar o canibalismo quando filhotes principalmente nos canários brancos e amarelos, o fornecimento de farinhada oleosa é recomendável, assim como adicionar à areia um pouco de sal grosso peneirado na proporção de 100 gramas para cada quilo de areia...

...que quando pássaro tiver comendo a propia pena , deixe um pedaco de barbante (20cm), de molho na salmora, espere secar e em seguida amarre ao alcance dos canários...


...que os canários brancos ficam com plumagem mais alva quando se banham em água com Bicarbonato de Sódio duas vezes por semana. Para um litro de água, colocar 2 gramas do produto e servir para o banho. Os canários devem secar a sombre a no dia seguinte serem colocados ao sol...


...que o piolho (traçador) que comumente ataca as penas das asas e da cauda do canário, formando um rendado nas mesmas, é facilmente removido usando-se um algodão embebido em álcool, friccionando-o nas partes afetadas até a completa remoção. Quando o pássaro está demasiadamente infestado, é conveniente repetir a operação 3 dias após. Um banho de sol por 10 minutos depois da desinfestação é aconselhável...

...que a luz artificial durante a noite sobre as gaiolas, mesmo de baixa intensidade mas freqüente, torna o sono das aves interrompido com sérios riscos de enfraquecimento físico e suas conseqüências.A muda de penas contínua é uma das causas mais comuns, provocadas pela interrupção do repouso noturno...

...que os filhotes de canários até o 80 dia de vida estão sujeitos, freqüentemente, a desidratação ocorrendo à morte prematura. É aconselhável manter na criadeira água fresca trocada, preferencialmente, 2 vezes ao dia. Manter ainda, nesse período à disposição dos pais, alimentos hidratantes como: chicória, maçã, jiló, acelga...

...que o filhote de canário saudável pesa no 10 dia de vida 1,72 gr, no 40 dia 6,2 gr, no 80 dia 13,40 gr e aos 12 dias 18,65 gr....


...que na época do acasalamento é conveniente aparar as penas da cloaca dos canários para favorecer a cópula, principalmente naqueles de penas longas...


...que para melhorar a intensidade do fator vermelho deve-se adicionar à farinhada um pouco de cenoura ralada na proporção de 50 gr para 200 gr de farinhada...



...que os canários com fator vermelho não devem ser expostos ao sol para não perder a uniformidade da pigmentação...


... que para evitar o canibalismo quando filhotes, principalmente nos canários brancos e amarelos, o fornecimento de farinhada oleoso é recomendável, assim como adicionar à farinhada um pouco de sal grosso peneirado na proporção de 100 gr para cada quilo de areia...



...que depois da muda de adultos e filhotes, entre março e abril, vermifugar os pássaros é providência necessária para livrá-los de indesejáveis vermes...


...que o Norwich de origem inglesa é a raça que mais se apresenta com quisto (lump) sem que até hoje se tenha uma causa definida para essa anomalia. Experientes criadores aconselham para diminuir a incidência de quistos 3 providências: não acasalar nevado com nevado; fornecer na época de muda mistura de sementes oleaginosas e farinhada com boa carga de óleo e banhos 2 vezes por semana...


...que o processo seguro para testar se o ovo está fecundado e com embrião vivo é colocá-lo no 110 dia de choco numa vasilha com água morna a 36 graus, e verificar se ele meche como um pêndulo. Caso positivo, retorne-o ao ninho que o filhote nascerá em 2 ou 3 dias...


...que para soltar ovo preso é suficiente passar de leve na cloaca da canária um pouco de "VIC VAPORUB"...



...que para evitar que o macho ou fêmea comam ovo, basta injetar com uma seringa um pouco de amônia no interior de um ovo e deixá-lo no ninho. O forte cheiro da amônia que irá exalar quando bicado, afastará os "bicudos" desse vício...


...que quando filhotes atingem 16 dias e já ficam fora do ninho devem ser separados do casal por uma grade na gaiola para não serem depenados pela mãe que, desejando fazer novo ninho, procura nas penas dos filhotes o material necessário...



...que é boa a prática separar o macho da fêmea quando esta começa o choco afim de que ela se habitue a procurar alimentos para si e, quando nascerem os filhotes, não tenha "preguiça" de sair para alimentá-los...



...que macho muito pronto que procura galar a fêmea durante o choco provocando quebra de ovos, deve ser separado pela grade da gaiola e retornado após 3 dias de nascidos os filhotes...



...que para evitar que a canária jogue fora do ninho filhotes após anilhados, é conveniente colocar-se pendurado acima do ninho um fio de nylon com anéis emprestáveis para que ela se habitue a vê-los a não procure arrancar os colocados nos filhotes...



...que em regiões de escassa umidade do ar, geralmente muitos ovos não eclodem, sendo recomendável 2 dias antes da data prevista para o nascimento, colocá-los por 5 minutos em água morna a 30 graus e molhar o ninho...


...que para evitar o canibalismo adicione óleo de girassol na farinhada dos filhotes após separá-los em voadeiras até o término da muda, na proporção de uma colher de sopra para um quilo de farinhada seca ou, se preferir, fornecer farinhada pronta existente no mercado especialmente preparada para esse fim...


...que os canários brancos ficam com a plumagem mais alva quando se banham em água com bicarbonato de sódio duas vezes por semana. Para um litro d\\"água colocar 2 gramas do produto e servir para o banho. Os canários devem secar na sombra e, no dia seguinte, ser colocados ao sol...



... que a vitamina E (anti-esterilidade) é essencial à reprodução, que estimula a fertilidade no organismo do canário, seja macho ou fêmea ...



... que a mistura de semente deve ser a alimentação básica do canário ...


... que é de suma importância que use apenas sementes frescas, porque as velhas, na realidade envenenarão seu passarinho com as toxinas geradas pelo ranço e o mofo ...


... que o alpiste é pobre em proteínas, mas rico em carboidratos; e que estes carboidratos fornecem calorias para o corpo e são a principal fonte de energia do canário ...


... que a colza é rica em proteínas e gorduras correlatos e contém carboidratos que são ricos em vitamina A e mais facilmente digeríveis que os do alpiste ...



... que a gema de ovo é rica em vitamina A, bem como o óleo de fígado de bacalhau e o leite ...


... que o canário homozigoto é fácil de ser identificado se você observar a expressão máxima de lipocromo que ele exibe no final das penas da cauda...


... que algumas pipocas que aparecem nos pés dos canários, às vezes, são causadas por picadas de mosquitos. É aconselhável colocar telas nas janelas e portas do seu criadouro...



... que os antigos criadores colocavam nas gaiolas de seus canários, pedaços de toucinho, na época da muda? Por alguma razão os canários sentem necessidade um pouco maior de gordura nessa época. Hoje já existem no mercado farinhadas próprias para este período...



... que os canários de fator vermelho não devem ser expostos ao sol até a data de concorrerem e se possível devem ser criados na parte menos iluminada do seu canaril e ainda que as penas das asas e cauda devem ser arrancadas para obterem uma melhor coloração?...


... que segundo alguns veterinários, não se deve colocar nas patas das aves, pomadas a base de vaselina, pois sendo originária do petróleo, a vaselina destrói a pele dos pássaros...


... que os canários brancos, sejam de qualquer raça, não terão chance de vencer, em qualquer concurso, se não estiverem absolutamente limpos...



... que nos canários mosaicos não é permitido o arrancar de penas que cobrem os encontros dos ombros, sob pena de desclassificação...


... que se cruzarem dois canários muito oxidados (pés bem negros), os filhotes correm o risco de não nascerem, o que ocasiona a morte dos filhotes, fator este conhecido como pele negra...


... que as unhas dos pássaros quando aparadas o deverão ser com o máximo de cuidado para que não se corte a veia e provoque uma hemorragia? Caso isso aconteça e você não tenha a mão um coagulante, faça o seguinte: acenda um fósforo e o apague imediatamente. Encoste-o ainda quente no ferimento. Repita várias vezes até estancar o sangue...



... o uso de luz artificial na criação já começa a ser questionado por alguns criadores. Eles acreditam que tal prática leva os canários a um estado de stress, tendendo para a criação mais cedo, entrando em muda. O assunto é polêmico. Os meus dormem e amanhecem com luz natural. Aliás, tudo que contraria a natureza não é bom...


... na sua rua, no seu bairro ou na sua cidade existem amendoeiras? Se existem observe-as. Quando as folhas avermelhadas caírem e começarem a surgir os brotos da nova folhagem, chegou a hora de acasalar seus canários...


... os canários que são granívoros por excelência, transformam-se em ovívaros durante a reprodução e alimentam a prole com alimento regurgitado. Por isso, é essencial fornecer, principalmente nesse período, uma boa farinhada...


... os pássaros de cativeiro freqüentemente apresentam alguma carência alimentar. Por isso, é aconselhável dar-lhes compostos de vitaminas e minerais a fim de evitar graves descompensações...



... lembrem-se que para concorrer com bons resultados, seus canários deverão ter uma preparação que vai do aparo das unhas até o banho, se possível, com sabão de côco ou shampoo Jonhson infantil...



... você deseja saber se o seu pássaro é macho ou fêmea? Proceda da seguinte forma: Arranje uma agulha de aço, um pouco maiore mais grossa que a comum. Segure a ponta da linha e como um pêndulo deixe a agulha ficar a 2 cms das costas do pássaro que você deverá ter seguro na outra mão. Espere alguns segundos que a agulha começará a se movimentar. Caso ela se movimente no sentido perpendicular ao corpo do pássaro é macho se girar completando voltas é fêmea. Experimente. Dizem qua não falha...


...você deseja formar um bom quarteto? Faça o seguinte: separa três fêmeas, do seu plantel, que possuam formas semelhantes e as acasale com um macho de boa qualidade. você irá conseguir ter filhotes muito semelhantes, o que lhe facilitará a tarefa...


... no período de repouso, que vai da pós muda até o acasalamento, não exagere no uso da farinhada a fim de evitar que os pássaros engordem muito...


... se alguma fêmea do seu plantel, após a postura do ovo, pela manhã, fica no fundo da gaiola, mal podendo se movimentar, é porque, com certeza, você esqueceu de colocar na gaiola o pote com areia e farinha de ostra. O cálcio durante a criação é fundamental. Evita o problema do ovo virado, que tanto ocorre durante esse período...


... se seus pássaros estão frios, custando a aprontar ministre cinco gotas de uísque no bebedouro, durante três dias. É uma antiga prática dos criadores ingleses...



... misture querosene e álcool em partes iguais e pincele de quinze em quinze dias, as bandejas das gaiolas, as pontas dos poleiros e as molas dar portas. Isto lhe ajudará na prevenção contra os piolhos, mas não adquira querosene em vidros plásticos. O melhor é o da Petrobrás vendido em lata...


... para evitar que a fêmea arranque as penas do rabo e das asas do macho, na hora de fazer o ninho, amarre um barbante não muito fino no teto da gaiola com as pontas caídas na altura do poleiro. Ela deixará o canário em paz e poupará mais saco de aninhagem...


... para saber como anda a “infestação” de piolhos no seu canaril é só proceder da seguinte maneira: escolha 8 a 12 gaiolas em locais diferentes do criadouro e coloque a noite, uma banheira branca com água em baixo do canário dormindo. Pela manhã retirar o recipiente e examinar a água com uma lupa. Qualquer quantidade de piolhos encontrada será significativa e servirá como um alerta, para que medidas higiênicas sejam tomadas, e depressa...


... mensalmente administramos nos pés dos canários uma mistura em partes iguais de Glicerina Líquida, Benzoato de Benzila (Acarsan, Miticoçam, etc) e Tomicol (antimicótico humano), para prevenir ou tratar doenças dos pés e unhas dos canários. Um dia após este tratamento limpamos os pés dos canários com vinagre. Em caso de aparecerem escamas ou cracas, antes do tratamento acima utilizamos Pomada de Helmerich, à base de solicilatos (funciona como esfoliativo). Farinha de Minhoca


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PREMIX - COMPOSIÇÃO
É um extrato seco de proteínas obtido da Eisenia Foetida que atinge concentrações de proteinas em um percentual em torno de 60 a 78%.
A fórmula atual foi elaborada tecnicamente de tal maneira que os aminoácidos que compõem as proteinas encontram-se isolados e independentes. Os aminoácidos apresentam-se fundamentalmente como um composto de função mista - Amina (-NH) e Acida (-COOII).
Os aminoácidos não são digeridos pelo organismo- sendo diretamente absorvidos pelo trato gastro-intestinal, o que não acontece com as proteinas que necessitam sofrer o processo digestivo como qualquer alimento - ocasionando aumento da massa alimentar e por conseqüência menor absorção. Estes fatos nos autorizam a afirmar que podemos substituir a ingestão de grandes quantidades de proteinas - por adequadas - bem menores- quantidades de aminoácidos.

OS AMINOÁCIDOS SÃO ESSENCIAIS E NÃO ESSENCIAIS

NÃO ESSENCIAIS são aqueles que o organismo fabrica.
São eles: ALANINA - ARGININA - ASPARAGINA - ÁCIDO ASPÁRGICO - CISTEÍNA - CISTINA - ÁCIDO GLUTÂMICO - GLUTAMINA - GLICINA - ORNITINA - PROLINA - SERINA E TIROSINA.

ESSENCIAIS são aqueles que o organismo não fabrica e deveriam ser fornecidos pela dieta normal (RAÇÃO).
São eles: HISTIDINA - ISOLEUCINA - LEUCINA - LISINA - METIONINA - FENILALALINA - TREONINA - TRIPTOFANO - VALINA.

Havendo falta ou escassez de um aminoácido, a eficiência dos outros ficará proporcionamente reduzida.
Na maioria das dietas e rações alimentares, os aminoácidos não estão presentes nas proporções adequadas, ou seja para que o organismo possa usar e sintetizar as proteinas de modo eficaz, todos os aminoácidos essenciais devem estar presentes nas devidas proporções e, em não estando presentes, o corpo humano se esforça por rearranjá-los metabolicamente, em complicados processos bioquímicos. Isso exige trabalho as vezes demasiado ou acima da capacidade orgânica, e esse trabalho consome energia e desgaste. Provoca o envelhecimento, pode provocar anomalias, doenças. Quando as proteinas estão completas fornecem os oito aminoácidos essenciais acima citados.

Ao estrato seco natural desses aminoácidos, vem agregada, naturalmente, uma coleção de sais minerais e vitaminas, e tudo se expressa nas seguintes proporções:



AMINOÁCIDOS (média)
Alanina 5,53
Arginina 6,51
Ác. Aspártico 11,60
Cisteína 1,83
Ác. Glutâmico 14,20
Glicina 5,00
Histidina 2,57
Isoleucina 4,69
Leucina 7,59
Lisina 7,56
Metionina 2,20
Fenilalanina 4,01
Prolina 5,30
Serina 5,03
Triptofano 1,40
Treonina 5.20
Tirosina 2,97
Valina 5,00

VITAMINAS E SAIS MINERAIS
Vit. A (retinol/caroteno) traços
Vit. B1 (tiamina) 16 mg
Vit B3 (niacina) 36 mg
Vit B 12 (cobalamina) 6 mg
Vit. B6 (piridoxina) 6 mg
Biotina (Vit. H) 32 meg
Ác.Para Aminobenzóico (PABA) 30 meg
Ác. Pantotênico (Vit. B15) 10,3 mg
Ác. Fólico (Vit. M) 2,1 mg
Colina (Complexo B) 275 mg
Inositol (Complexo B) 350 mg
Ác. Lipóico traços
Vit. D traços
Ferro 2,7 mg
Selenio traços
Cromo traços
Cálcio traços
Fósforo traços


(Não se aplicam antioxidantes, conservantes, estabilizantes, flavorizantes ou
qualquer elemento estranho à própria natureza da fonte animal original de produção).

NÍVEIS DE GARANTIA

Matéria seca 18,6%
Proteína 64%
Gordura 8%
Fibra 3,3%
Carboidratos 17,60%
Cinza 7,59%
Cálcio 0,5%
Fósforo 0,90%
Energia bruta 11.220

ENTRE OUTRAS, OS AMINOÁCIDOS POSSUEM AS SEGUINTES FUNÇÕES:

1 - Circulam no sangue e são depositados nos tecidos.
2 - Sãos os constituintes para o organismo fabricar proteinas.
3 - Sofrem nos tecidos animais, decarboxilação para produzir aminas primárias correspondentes que possuem funções biológicas especiais.

Dez minutos após serem absorvidos no intestino delgado os aminoácidos estão na circulação sangüinea - circulam livremente pois o organismo (sistema imunológico) não os reconhece como elementos estranhos ao contrário de uma proteina estranha a espécie do animal que é prontamente atacada pelo sistema imunológico do animal, rejeitando-a . Os aminoácidos seguem um roteiro na circulação sangüinea e chegam ao fígado pela via portal - de onde são enviados aos diversos órgãos.

No fígado (no interior das células) os aminoácidos unem-se ao RNA transportador que os leva ao RNA mensageiro, que os coloca nos ribossomos para produzir a proteina específica exclusivamente individual (este processo ainda não esta claramente conhecido) alguns autores defendem que por atração química os aminoácidos colocam-se no sitio exato para formar determinada proteina (Ex.: as proteinas do leite ou da clara de ovo ou da carne, são sempre as mesmas). O físico francês STERNHEIMER levantou uma hipótese muito interessante: os aminoácidos emitiriam o que ele chamou de Bips quânticos que seriam reconhecidos pelos sítios onde deveriam localizar-se no RNA mensageiro. Estes: Bips quânticos formariam uma melodia característica. Onde os aminoácidos seriam as notas musicais e a proteina a partitura da melodia. Argumenta a favor de sua teoria que plantas e mesmo animais desenvolvem-se mais rápido quando criados ao som de música (principalmente música clássica).
O fígado entrega aos outros órgãos misturas balanceadas de aminoácidos adequadas ao uso específico dos mesmos.

AMINOÁCIDOS CONSTITUINTES NO PREMIX
L - ALANINA é um aminoácidos produtor de energia - sintetizado no tecido muscular - deficiência deste aminoácido causa perda muscular.
L - ARGININA tem grande importância nos órgãos reprodutivos.
ÁCIDO L - ASPARTICO envolvido na conversão de corbohidratos em energia muscular. Fator importante na construção de anticorpos e imunoglobulina do sistema imunológico.
L - CISTEINA desempenha papel desintoxicante - estimula crescimento capilar.
ÁCIDO L- GLUTAMICO possue reações de síntese da uréia.
L - GLICINA é o menor de todos aminoácidos elemento importante na estrutura das células vermelhas do sangue.
L - HISTIDINA vital no processo metabólico de síntese de proteína e crescimento de tecidos.
L - LISINA em conjunto com o complexo (ascorbatos minerais e bioflavonóides) e a L- METIONINA esse aminoácido forma a L- CARNITINA esta substância está relacionada com o metabolismo da gordura, permite com que as células musculares utilizem oxigênio e constitui-se num suplemento alimentar valioso.
L - LEUCINA E L - ISOLEUCINA fazem parte com 35 % da musculatura juntamente com a miosina.
L - METIONINA é um dos formadores da L- CARNITINA, remove tecidos tóxicos do fígado promove a regeneração dos tecidos hepáticos e renais.
L - FENINALALINA elemento principal na formação do colágeno que é a principal proteina fibrosa - melhora a memória e sensação de lerta.
L - PROLINA da mesma forma que a LISINA é utilizada na formação do colágeno e tecido conetivo. Deficiência deste aminoácido provoca fadiga.
L - SERINA importante elemento na produção de energia celular , um dos componentes críticos da acetilcolina (neuro transmissor que auxilia a memória e outras funções parassimpáticas do corpo).
L - TIROSINA - L - TRIPTOFANO - Reações realizadas no cérebro
L - TIROSINA L - TRIPTOFANO
L - DOPA L - HIDROXTRIPTOFANO
PIRIDOXINA (VITAMINA B6) (VITAMINA B)
DOPAMINA SEROTONINA
NOREPINEFRINA - alerta relaxamento - promove o equilíbrio vigília-sono
L - TREONINA utilizado como hepatoprotetor
L - VALINA junto com L - LEUCINA e L - ISOLEUCINA compõem 35% da massa muscular- junto com ACTINA e MIOSINA.

O fígado é o principal sitio de aminoácidos onde se realizam a síntese das proteínas.

Os componentes protéicos do plasma realizam a hidrólise de alguns aminoácidos transformando-os em AMINAS PRIMÁRIAS de alto valor biológico.
O fenômeno chama-se carboxilação conduzido por enzimas denominadas AMINO-ÁCIDO DESCARBOXILASES, este fenômeno bioquímico necessita de um catalisador que é o PIRIDOXAL - FOSFATO (Vit. B6) que funciona como Co-fator que retira (cataliza) CO2 e H2O
HISTAMINA é formada por descarboxilação da HISTIDINA descarboxilase presente em células chamadas mastócitos (que é o principal sitio da formação de Histamina).
A HISTAMINA causa Vasodilatação das arteríolas e aumento da permeabilidade de capilar provocando queda na pressão sangüinea. É liberada nas áreas de inflamação. Também em outros tecidos como o pulmão - fígado - músculos e mucosa gástrica sintetizam a AMINA.
A FENILALANINA e a TIROSINA originam TIRAMINA - DOPA - DOPAMINA - MELANINA e ADRENALINA e NORADRENALINA. Sob ponto de vista de metabolismo a Fenilalanina e a Tirosina tem estruturações semelhantes pois Hidroxilando a Fenilalanina pela transformação da Fenilalanina em Tirosina é Fenilalanina Hidroxilase. Quando há falta dessa enzima forma-se Fenilpiruvato - grande quantidade de fenilpiruvato determina grande excreção na urina e causa retardamento mental grave.
TIROSINA hidroxilase origna a DOPA (3-4 Dihidroxifenilalanina que é um antecende da DOPAMINA e NORADRENALINA no sistema nervoso - da Adrenalina nas glândulas supra-reais e de melanina por outra rota metabólica - A ROTA (DOPAMINA) atua no metabolismo do sistema nervso e é utilizada com fins terapêutico na doença de Parkinson.
A Tirosina hidroxilase está presente nas células formadoras de melanina (MELANÓCITOS) pigmento da pele e cabelos, a falta de Tirosinase causa o Albinismo (defeito genético). Pensa-se que a DOPAMINA é produto terminal da rota metabólica em neurônios dopaminérgicos na glândula supra renal e no resto do sistema nervoso a Dopamina por ação da Dopamina - Beta- Hidroxilase é oxidada a NORADRENALINA. Por outro lado a ADRENALINA é formada na medula da glândula supra renal - pela metilação do grupo amino, da NORADRENALINA por transmetilase.
No sistema nervoso a NORADRENALINA é um neurotransmissor excitador. A ADRENALINA é conhecida como defensora do estresse pois aumenta a capacidade cardíaca - aumenta fluxo sangüineo muscular - pulmões e cérebro. A ADRENALINA também intervém na glicogenólise- lipólise e vaso constrição feriférica.
A PROLINA é transformada em HIDROXIPROLINA (OH-PROLINA) pela hidroxilação catalisada pelo pro colágeno PROLINA hidroxidase.
A HIDROXIPROLINA representa um terço dos aminoácidos presentes no colágeno (tecido de sustentação).
TRIPTOFANO precursor da triptamina de serotonina e do ácido nicotínico. A TRIPTAMINA é uma amina cuja função biológica é desconhecida no cérebro. Há uma TRIPTOFANO hidroxilase que atua no triptofano formando 5 - OH TRIPTOFANO que vai sofre a ação da 5- OH TRIPTOFANO descarboxilase formando a 5- OH TRIPTAMINA ou SEROTONINA.
A SEROTONINA é encontrada no intestino, plaquetas e mastócitos o TRIPTOFANO é também a fonte do ácido nicotinico (Vit. B5) evita a pelagra atuando como vaso constritor e estimulante da contração de músculos lisos.
Esta amina (A SEROTONINA) parece ter sua mais importante ação nas células do SNC (sistema nervoso central) onde atua como neurotransmissor. Nos últimos anos tem sido usada a FLUOXETINA (PROZAC - DAFORIN - ETC...) e outra como a SERTRALINA (ZOLOFT) que inibem a captação de Serotonina - constituindo-se como Antidepressivos e inibidores dos Transtornos obsessivos - compulsivos (TOC).
Em geral os aminoácidos como doadores de nitrogênio regulam a velocidade da síntese da uréia que em excesso é tóxica para o organismo

TOXICOLOGIA
Em estudos de toxicologia animal não foi possível determinar DL 50 (dosagem letal média), perigo de super dosagem, assim como não se expressa também qualquer contra-indicação no uso continuado do produto.


O PREMIX da Promin é recomendado para:

Piscicultura, ranicultura, e carcinicultura
Avicultura e aves esportivas
Chinchilas e aves ornamentais
Cavalos de corrida, hipismo e tração
Reprodutores bovinos, suínos, ovinos e caprinos, gado leiteiro
Pet Food - cães, gatos, pássaros, piscultura ornamental

SUGESTÕES DE DOSAGENS

Como atrativo para rações: 1 kg do PREMIX para 1000 kg de ração
Como complemento para rações de larvas: 1 a 2 kg do PREMIX para 100 kg de ração
Como complemento para rações de alevinos: 0,5 a 1 kg do PREMIX para 100 kg de ração


NUTRIÇÃO NA CRIAÇÃO DE CANÁRIOS
Paulo Ferreira David
Zootecnista
Revista ACCJ 2001
Arquivo editado em 06/05/2004


O filhote ao nascer, traz consigo uma carga genética herdada de seus pais, e cabe ao criador fazer com que esta carga genética seja aproveitada ao máximo, oferecendo a este novo integrante do nosso plantel as condições mais próximas do ideal, para que este potencial todo seja aproveitado. Assim, devemos oferecer a estes pássaros uma alimentação balanceada de acordo com suas necessidades.

Sementes: Além do alpiste, que deve ser a semente básica para as aves, pelo menos mais três espécies de sementes diferentes ou mais, devem ser misturadas na razão de 10% da quantidade total de alpiste cada uma.

Como por exemplo:

Alpiste = 1000 gramas
Colza = 100 gramas
Niger = 100 gramas
Linhaça = 100 gramas
Nabão = 100 gramas
Aveia sem casca = 100 gramas

Uma mistura como esta, mais variada em relação às sementes, torna mais atraente para os pássaros, e permite que ele obtenha das sementes a variedade de elementos que necessita, pois cada semente tem seu valor nutritivo diferente, devido terem quantidades de elementos diferentes uns dos outros.
Outra vantagem desta mistura de variedades de sementes, e a maior independência que tem em relação a outros tipos de alimentação.
É importante também dizer, que estas sementes devem ser lavadas e secas antes de serem usadas para as aves. Hoje no mercado encontramos misturar de sementes lavadas para uso.

Verduras: As verduras são grande fonte de vitaminas, além de oferecerem água de boa qualidade. Deve-se oferecer pelo menos uma vez por dia verduras frescas, livre de agrotóxicos para os canários.
Com esta verdura a disposição, os pássaros podem ter a oportunidade de fazer seu balanceamento de vitaminas, corrigindo eventuais distorções como exemplo, podemos falar do almeirão e da couve.

Areia: Devido aos canários não terem dentes para fragmentarem os alimentos, estes são fragmentados a nível de moela e neste sentido a areia desempenha um papel fundamental.
É a areia que permite a “moagem” destes alimentos que antecedem a Digestão, fazendo assim, que esta digestão seja completa, permitindo que os pássaros possam extrair destes alimentos todo o seu potencial nutritivo.
Devido a isto, o canário tem que ter sempre a sua disposição areia grossa de boa qualidade, areia esta que deve ser lavada e esterilizada. Hoje no mercado já se encontra para a venda areias prontas para o uso, areias estas que já vem com cálcio, fazendo assim, uma melhor absorção deste alimento tão essencial para a casca do ovo.

Água: Devido a sua variedade de funções e sua utilidade, a água pode ser considerada um nutriente essencial por excelência para sua criação.
Para ter uma idéia da importância da água, um pássaro pode perder praticamente toda a sua gordura e mais da metade da proteína e ainda sobreviver, enquanto que se ele perder 10% de água, resultará na sua morte.
O canário deve ter sempre a sua disposição água fresca e limpa.
Ao contrário dos outros alimentos que oferecemos para os pássaros, a água não tem substituto, ou seja, o animal é obrigado a ingerir da forma como é apresentada, do contrário morrerá de sede. Devido a isto, pelo menos para o bem estar dos pássaros, devemos oferecer água sempre pura, da maneira como nós gostamos de tomar.
Caso seja preciso fazer uma medicação ou alguma suplementação de vitaminas diversas, procurar fazer por outras vias, como por exemplo nas farinhadas. Quando não for possível por esta via de administração, fazer eventualmente na água e por períodos menores possíveis.
Lembre-se novamente que a água não tem substituto.


ALIMENTOS EXCITANTES

Giorgio de Baseggio Itália
Arquivo editado em 13/09/2005

Pode acontecer que certos pássaros, por descondicionamento, erro alimentar ou outras causas individuais, não atinjam a perfeita forma amorosa.

Nestes casos é necessário se individualizar, quando possível, a causa desta deficiência amorosa. Se o exemplar aparenta-se saudável, pode-se tentar a administração de "alimentos estimulantes", estes são:

-Sementes: Cânhamo, niger, cominho, anis, sementes silvestres de várias espécies, semente de erva-doce;

-Vermelho do ovo: cozido em banho Maria;

-Cantáridas em solução aquosa;

-Vitaminas A-D3-E.

As sementes citadas, todas ou em parte, podem ser administradas em recipientes, separados até que o exemplar chegue à forma amorosa (convém também a administração de diversas sementes de plantadas silvestres); as sementes comuns da mistura, como niger, cânhamo, podem também ser aumentadas. Todas as sementes devem ser frescas, integras e sem pó.

O vermelho do ovo, que contém a lecitina que tem ação afrodisíaca, pode ser administrado misturado a biscoito triturado; uma quantidade tripla deste e uma gema (o total deve ser consumido em cerca de duas horas, pois de outro modo poderá alterar e tornar-se nocivo, principalmente se em temperatura e umidade elevadas); pode-se administrar em dias alternados por uma semana, evitando-se com cuidado o fornecimento dele envelhecido ou rançoso, o que levaria distúrbios hepáticos (além disso, depois de duas horas em contato com o farinhado de biscoito ou de qualquer outra farinha, começam a formar-se fungos invisíveis a olho nu que provocam graves distúrbios intestinais, etc.).

O Niger Guizotia abyssinica ou oleifera), planta anual da família das Compostos, originária da Abssínia, extensamente cultivada na Índia, onde é chamada de Ramtil (na África Neuk), nos países quentes (essencialmente em certas zonas da Itália meridional) dá muitas sementes ricas em óleo e proteínas que têm também uma ação afrodisíaca. Igualmente se pode dizer para as sementes de cânhamo, porém estas últimas são menos digeríveis que o niger. Em todo caso, estas e todas as outras sementes devem ser frescas, integras, isentas de impurezas e de pó; caso contrário, sobretudo se não íntegras, ficam com óleo rançoso extremamente tóxico (presença de "peróxidos") e com ação antivitaminica. Isto vale para todas as sementes oleosas.

A cantárida (cantharis obscura ou Lyssa vescicatoria) é um inseto coleóptero de cor verde-metálico e de odor desagradável; do pó de algumas partes do seu corpo se obtém uma droga, chamada "cantárida", cujo princípio ativo, dito "cantaridina", tem a propriedade revulsiva e afrodisíaca. A droga em pó, que pode ser adquirida em farmácias, é dissolvida em água quente (solução 1 para 1000; ou seja, 1 grama para 1 litro d\\"água); a solução, obviamente fria, é adicionada na água de beber, na dose de uma colher das de café para cada 100 ml; a cada dia, por ex: às 8 horas, traça-se a água do dia precedente, colocando-se nova colher da solução de cantárida em nova água (todas as soluções, além de 24 horas, podem tornar nociva); o tratamento varia de 5 a 10 dias porém, não deve superar 7 dias de administração na maioria dos casos. A utilização da cantárida torna-se necessária somente para os sujeitos sãos que não têm reagido aos outros alimentos afrodisíacos naturais mencionados ou ao tratamento à base de soluções aquosas de suplementos vitamínicos abaixo indicados. É importante não exceder em todos os alimentos afrodisíacos, quer para se evitar distúrbios no fígado e baço, quer para impedir uma excitação amorosa excessiva; neste caso os machos, muito estimulados, realizam cópulas muito rápidas com conseqüente dificuldade de fecundação da fêmea; esta última, ao contrário, se muito excitada, procura excessivamente as cúpulas e isto pode levar diversos fatos negativos (ausência ou mal construção do ninho, muitos ovos postos fora do ninho e, assim, com fácil rotura da casca, depois de poucos dias da postura, abandono dos ovos na procura de nova cópulas, à miúde ovos não "gelados", etc.). Os suplementos vitamínicos, líquidos ou em pó solúvel, à base de vitamina A- D3-E (evitar a administração da vitamina E sozinha, como aconselham muitos autores e criadores, devido que doses elevadas dela somente levam a danosos desequilíbrios de todos os fatores vitamínicos do organismo), disponíveis no comércio, seja para uso humano, seja para uso veterinário (geralmente 3 a 8 gotas em um bebedouro de 100 ml, renovada a solução a cada 24 horas, por 4 a 8 dias seguidos; repetir, se necessário, o tratamento depois de 8 a 10 dias), freqüentemente colocam em boas condições amorosas os exemplares "tardios". Em geral se pode dizer que os sujeitos sãos, bem alimentados e adequadamente alojados entram espontaneamente em amor, quando a quantidade e duração da luminosidade se faz mais intensa (primavera-verão) e a temperatura torna-se mais quente. Nas hibridações pode se regular antecipando ou retardando a forma amorosa. Para os sujeitos que se cansam ao entra em amor se administra preferivelmente os alimentos naturais supra indicados (semente varias, sementes condicionadoras, niger, cânhamo, sementes de reseda luteola, vermelho do ovo) durante um certo período, ao mesmo tempo, ou a seguir, administra-se soluções aquosas de vitaminas A, D3 e E e apropriadas para um bom funcionamento das gônadas e para a fertilidade dos espermatozóides e do ovo.Só excepcionalmente se recorre as cantáridas. Evitar a administração de substancias hormonais, difíceis de dosar-se para os pequenos organismos dos pássaros e ser muito perigosa, já que uma mínima quantidade em excesso descondiciona todo o sistema hormonal com conseqüentes mal estar, atrofia das gônadas e esterilidade que, em alguns casos, como já aconteceu em alguns criadouros, podem tornar-se fatais. Para facilitar a forma amorosa pode-se também agir de uma das duas seguintes maneiras:

A)Colocar o casal próximo a um macho (geralmente da mesma espécie da fêmea) em pleno canto (mas de modo que não possa ser visto, para evitar que a fêmea passe a não aceitar o macho destinado);

B) Fazer "sentir" o canto de um macho fortemente em amor, apresentado com ótima qualidade de gravação.


UMA ALIMENTAÇÃO SADIA E NATURAL

Guy de Cock – Bélgica
Revista COPC 2004
Arquivo Editado em 31/10/2004

Normalmente podemos ler artigos que nos ensinam todo o tipo de truque e especialidade para manter nossas aves em boas condições. Freqüentemente somos então tentados experimentar esta maneira de proceder. Esperamos os melhores resultados na criação. Uma muda menos difícil onde pensamos ter encontrado a panacéia que elimina as doenças em nossos amigos alados.

De certa maneira existem determinadas raças que necessitam um tratamento bem especifico. Mas a maioria das nossas aves se contenta com uma alimentação natural e sadia. Urna doença sempre requer um tratamento complicado. Uma adaptação do menu cotidiano pode fazer tanto bem quanto os medicamentos freqüentemente muito fortes que são encontrados nas farmácias. Às vezes acontece nos sentirmos fracos e abatidos após a ingestão de um ou outro medicamento. Acontece à mesma coisa com as nossas aves!

Este artigo não será uma enumeração de novos produtos miraculosos, mas somente em resumo da maior parte dos alimentos convenientes às nossas, aves, com uma pequena explicação das suas utilizações e finalidades.

Cada um poderá assim fazer uma idéia do equilíbrio alimentar que procura para seus pássaros, e determinando as mudanças que pode fazer o momento que poderá ou deverá lhes conceder um "extra".

1 - As proteínas

O corpo é essencialmente constituído de proteínas, principalmente os músculos, o coração, os rins, as penas, a pele. as patas e o bico. Partimos do princípio que, de acordo com o tipo de ave, compramos a mistura adequada ou a fazemos em casa. Na situação de condições climáticas adversas ou num período difícil, damos d pão branco velho embebido em leite, ou ovos, para manter suas proteínas num nível ótimo.

2 -Aminoácidos

Tratam-se de proteínas simples, indispensáveis ao bom crescimento da plumagem. Quando a plumagem se apresentar desarranjada, freqüentemente indica uma carência de leucemia. Uma rica e variada mistura de sementes é suficiente para evitar tal carência.

3 - Hidrates de Carbono

Os hidrates de carbono são uma combinação de carbono, oxigênio e hidrogênio, A mistura de sementes normalmente é suficiente para supri-los.

4 - Os lipídeos

As substâncias graxas constituem uma fonte de energia complementar muito útil quando não administradas em excesso. No inverno as aves apreciarão um pequeno suplemente de gorduras para melhorar suas proteções contra o (rio. Pode-se então administrar-lhes regularmente 5 gotas de óleo de fígado de bacalhau para cada quilo de ração.

Entretanto não se deve exagerar, pois as aves muito gordas têm dificuldade na procriação, ou antecipam a época da muda das penas.

5 - As Vitaminas

Uma carência vitamínica propicia grande receptividade às doenças, freqüentemente seguido de uma criação deficiente.

A - Vitaminas Lipossolúveis

a) Vitamina A

Esta vitamina cuida do funcionamento eficiente das células epiteliais, das mucosas, da visão e da respiração. A melhor fonte é o óleo de fígado de bacalhau, assim como o leite, as gemas dos ovos e os legumes verdes (ex.: espinafre, acelga, salsa, etc.).

As aves em crescimento têm necessidade de um fornecimento duplo de vitamina A. Se for fornecida a vitamina A adequadamente, as mesmas crescerão durante uma estação, ou mais duas. Os periquitos e os canários brancos recessivos (assim como os prateados) deverão receber semanalmente uma boa dose de vitamina A .

b) Vitamina D

É necessária ao bom desenvolvimento e à formação dos ossos, unhas e bico. Uma carência leva a uma debilidade e a uma deformação das patas ou malformação articular. As fêmeas botam ovos sem cascas ou de casca muito fina. A melhor fonte é o sol. Deixar os pássaros aproveitar ao máximo os raios solares é fundamental, principalmente com sol direto. Se isto não for possível, poderá ser substituído por radiação ultravioleta obtida através de lâmpadas especiais.

Encontra-se no comércio as vitaminas A e D em gotas, porém o óleo de fígado de bacalhau, as gemas e o leite são igualmente importantes como fonte desta vitamina.

c) Vitamina E

É essencial para a fecundidade, crescimento e desenvolvimento normais. Aconselha-se administrar sementes germinadas, óleo de germe de trigo ou milho, gema e verdura fresca.

d) Vitamina K

Também chamada de vitamina coagulante.

Encontra-se em legumes, como a cenoura, couve, etc, e em algumas sementes como o cânhamo.

B-Vitaminas Hidrossolúveis

l- Vitaminas do Complexo B

As vitaminas do complexo B geralmente são resultantes de transformações metabólicas:

a-Tiamina ou Aneurina - (B1)

Esta vitamina tem importante função na metabolização dos hidratas de carbono. Sua carência leva à perda do apetite e às conseqüências que esta causa. É encontrada sobretudo nas sementes germinadas e no levedo de cerveja. Em menores quantidades na gema, no leite em pó, nas frutas e legumes frescos.

b- Ribollavina (82 ou G)

Uma carência em B2 leva uma produção deficiente de ovos, mortes embrionárias, paralisias das patas e mal desenvolvimento das penas. Em sementes de boa qualidade, as quantidades de vitamina B2 são suficientes. Um suplemento poderá ser oferecido através do levedo das verduras, ovos e leite em pó.

d- Colina

A carência de colina e de manganês poderá determinar colestase hepática. Fontes; levedo de cerveja, leite em pó e sementes.

e- Biotina (H)
As sementes frescas complementadas por tomate e espinafre dão biotina suficiente.

f-Vitamina B12

Esta vitamina contém cobalto e ferro e estimula o crescimento e metabolização do sangue. Encontra-se em produtos de origem animal.

II-Vitamina C

Esta vitamina deverá ser ministrada unicamente em casos especiais, como doenças, envenenamento ou constantes estresses. Os agrumes (cítricos) são os mais indicados para isto.

Vitaminas em geral

Observamos que boa variedade de verduras e qualidade de sementes são fundamentais. Em princípio a administração de vitaminas suplementares é inútil, salvo em circunstâncias especiais. No inverno a falta de verdura poderá ser compensada por outros produtos naturais contendo estas mesmas vitaminas. Pode-se também lazer uso de preparações comerciais de vitaminas: os complexos vitamínicos.

6 - Minerais

Dentro de uma boa alimentação são igualmente necessários os minerais como cálcio (Ca), fósforo (P), cloro (Cl), sódio (Na), magnésio (Mg), zinco (Zn), potássio (K), ferro (Fe), manganês (Mn), cobre (Cu), enxofre (S) e iodo (l).

Estes minerais ajudam na boa alimentação dos músculos, das glândulas, dos nervos e do cérebro.

O cálcio é o mineral de maior importância para a formação dos ovos, desenvolvimento do esqueleto, coagulação sanguínea e funcionamento do sistema nervoso e dos órgãos.

O fósforo é importante para a construção dos ossos, no metabolismo das proteínas e dos lipídeos.

O magnésio mantém o equilíbrio entre o cálcio, o fósforo e a vitamina D.

A maior parte dos minerais se encontram dentro de uma boa alimentação. As cascas das ostras (85%), ossos (80%), as cascas dos ovos e o calcário são ricos em cálcio.

O iodo se encontra nos ossos, cascas de ostras, ovos, leite e óleo de fígado de bacalhau.

O cobre é importante para a boa composição do sangue. De tempos em tempos podemos colocar um pouco de sal de cozinha (cloreto de sódio) dentro da água.

Percebe-se que muitos dos produtos provenientes do mar são ideais para manter a taxa de minerais. Cascas de ostras trituradas, ossos e eventualmente algas são excelentes complementos.

É muito aconselhável colocar-se dentro das gaiolas recipientes com alimentos que contenham essas substâncias. as aves escolherão e complementarão, elas mesmas, suas necessidades.

7-Verduras

Toda espécie de verdura contém diferentes vitaminas e certos minerais.

Na maior parte desses legumes encontramos ferro, cobre, zinco, manganês, iodo, cálcio, magnésio, potássio, sódio, fósforo e cloro. Eles possuem igualmente um alto teor em proteínas e carotenos na sua fase de crescimento. É melhor distribuir os legumes tenros. Estes legumes e verdura deverão ser os mais escuros possíveis para estarem em seu pleno valor nutritivo; os distribuiremos, sempre que possível, preferentemente pela manhã ou ao meio - dia, em quantidade tal que em duas horas tenham sido consumidos.

Hoje é mais fácil do que antigamente, porque encontramos os legumes em todas as estações. É preferível procurar o verdureiro do que o farmacêutico; naquele podemos escolher: acelga, espinafre, folhas de almeirão, chicória, etc.

É importante saber onde adquirir as verduras pois não pode conter agrotóxico DIFICULDADES NA CRIAÇÃO DE PÁSSAROS

Revista ACCJ 2004-08-05
Arquivo editado em 05/08/2004

Alguns problemas podem ocorrer durante a reprodução dos canários.
Resumidamente, os principais e a conduta a ser adotada pelo criador.


QUEBRA DE OVOS: Ocorre quando um dos progenitores, após ou durante a postura costuma comer os ovos. O criador deve então usar osso de siba à vontade e, se não resolver, cortar com tesoura a ponta do bico do canário viciado.

CANIBALISMO: Ocorre quando um dos progenitores come o bico e pés dos filhotes recém-nascidos. Isto, provavelmente, deve-se a uma deficiência vitamínica adquirida em vida ou de origem hereditária. O criador deve ministrar à água, durante 15 dias, um polivitamínico com ferro. Caso o fato voltar a ocorrer, aconselhamos enxertar os ovos do casal ou eliminar do plantel o pássaro causador da ocorrência. Ainda, neste caso, pode-se tentar a farinha de carne.

FALTA DE ALEITAMENTO: Ocorre quando a fêmea não alimenta os filhotes recém-nascidos. Deve-se afastar o macho para que a fêmea saía do ninho, a fim de alimentar-se, conseqüentemente dar de comer aos filhotes.

REJEIÇÃO AO ANILHAMENTO: Ocorre aos sete dias, quando é colocado as anilhas nos filhotes. A fêmea joga-os fora do ninho. Deve-se então, cobrir as anilhas com esparadrapo cor da pele, ou suja-las com excrementos e, em último caso, enxertar os filhotes.

ARRANCAMENTO DE PENAS: A fêmea arranca as penas dos filhotes, provocando sangramento. O criador deve colocar à disposição, na gaiola, grande quantidade de saco de aninhagem cortado ou colocar a grade de separação da criadeira, deixando os filhotes com o macho.

ANILHANDO OS FILHOTES: Os filhotes devem ser anilhados entre os seis e oito dias, após o nascimento. Ao efetuar a operação, o criador deverá ter o cuidado de estar com as mãos limpas, isentas do cheiro do fumo, uma vez que, ao mais leve odor de cigarro, os canários poderão abandonar os ovos e filhotes.

PERNAS QUEBRADAS: Quando isto ocorre, a primeira medida é colocar uma tala na perna fraturada. A tala pode ser feita de um canhão de pena, que deve ser de um tamanho que se ajuste confortavelmente em torno da perna do pássaro. Corta-se um pequeno pedaço de pena depenada, o comprimento dependendo da perna a ser tratada. Racha-se esta pequena tala de um lado, separando-a em duas partes; coloca-se a perna dentro e junta-se as duas partes outra vez, apertando com um pedaço de esparadrapo no centro da perna, conservando-a assim. O pássaro deve ser colocado numa pequena caixa ou gaiola, sem poleiros. As sementes e água devem ser colocadas no chão da gaiola, onde ele possa comer ou beber sem ser necessário movimentar as pernas para alcançar os alimentos. A gaiola deve ser coberta com uma capa clara, a fim de esconder qualquer atividade que possa ser vista pelo pássaro, o que o faria mover-se, evitando que os ossos se liguem.

PERNAS ESCAMADAS: O problema das pernas escamadas surge, ás vezes, em pássaros muito velhos, assim como em alguns filhotes que não foram bem tratados. Sua causa está relacionada, na maioria das vezes, com a presença de parasitas, introduzindo entre as escamas: também por dieta imprópria e poleiros sujos. Procede-se o tratamento lavando as pernas em água morna, deixando-as embeberem-se durante cinco minutos, a fim de amolecer as escamas. Cuidadosamente, seca-se as escamas com uma toalha absorvente, esfregando-as a seguir com uma pequena quantidade de vaselina. O tratamento pode demorar alguns dias até obter-se a cura, porém ela vem. Ao retirar as escamas é preciso ter muito cuidado, pois o tratamento é muito doloroso.


POR QUE OS FILHOTES MORREM NO NINHO???

Arquivo editado em 24/10/2001
Copyright España Ornitológica.


Todos os anos uma grande quantidade de filhotes morrem durante os dez primeiros dias de vida.

L.Bellver

DIAGNÓSTICO:

Colibacilose, Salmonelose, Micose.

Estas bactérias citadas são as causas de inúmeras perdas toas as temporadas, com subsequentes desconforto e impotência do criador.

Sabemos todos, e inclusive já nos ocorreu em mais de um ocasião, Ter proporcionado o cruzamento de mais de dez casais de canários e contabilizando no final da
temporada nove ou menos exemplares. Analisando, não se trata de dez casais com problemas de procriação; pode ocorrer talvez de três deles, porém não na sua
totalidade.

Lógico é que se mandarmos investigar as causas, seremos informado que quase sempre a bactéria Coli ou Salmonela é a causadora, pois vivem constantemente
com os pássaros, mesmo que esses as controlem com suas defesas.

Diante dessa situação, temos nos valido de remédios, livros, artigos, sem resultado positivo, e, desse modo transcorreu-se a temporada.

Noutras ocasiões e diante a incompetência, recorremos aos companheiros em criação que nessa temporada lhes tenha sido satisfatória, pedindo-lhes informações e
segredos de criação. Nosso amigo, que sempre pena de nós, nos conta o que sabe e o que vem a saber. Fornece ainda uma ração do seu preparo. Ensina-nos a
receita e visita o local de criação.

Acreditamos que este é um santo remédio e que tudo mudará. No final de alguns dias tudo continua igual e os próximos nascimentos morrem diante de nossa competência.

Recorremos de novo a outros criadores. Obtemos informações e testamos todas elas. Uns nos aconselham dar tal medicamento, outros nos sugerem sulfas ou
antibióticos, os mais naturalistas sugerem cenoura ralada misturada. Vamos ao herbário. Compramos germes de trigo, pólen, extrato de algarroba, mel, proteínas.
Variamos todo os sistema, preparamos diversas massas e rações de pintos com leite, cereal de bebê e vitaminas.

Na terceira ninhada competimos com a dona da casa, pois a cozinha mais se assemelha com um laboratório.

Usamos a moedora de carne para moer sementes de cânhamo. Enquanto isso fervemos sementes de rabanete que segundo nos disseram são infalíveis. Em um vasilha
colocamos de molho uma medida de sementes negras que também disseram ser maravilhosas e que as fêmeas avançam nelas com muita gula. Já ia me esquecendo,
noutra boca do fogão uma caçarola com água fervendo e três ovos.

A televisão está transmitindo um jogo de futebol. Todos estão atentos menos aquele que está cuidando dos ovos para que não fervam mais de 9 minutos, pois li em algum
lugar, que se passarem da fervura a gema fica azulada e pode ser indigestos e tóxicos.

Ninguém pode usar a pia porque a verdura tem de fica de molho com água em solução caustica por toda a noite, conforme outro dos segredos vem guardados.

No Domingo, com desculpa de levar os meninos para passear, vamos ao campo recolher uma ervas chamadas de nabiças com as quais o tio Pepe conseguia dezenas
de canários.

Durante a temporada trocamos, várias vezes de mistura. Algumas vezes com alpiste, outras com aveia e cânhamo em separado. Parecíamos espiões industriais, pois
estamos, como se diz a sociedade, absorvidos pelo assunto. Desse modo durante anos e anos.

Viramos investigadores, biólogos e veterinários. Lemos tudo, aprendemos a conhecer fórmulas. Familiarizamo-nos com as vitaminas, proteínas, carbohidratos e minerais. Conhecemos além disso todos os nomes dos aminoácidos na ponta da língua, o que em
nenhum dia conseguimos aprender os nomes dos reis visigodos.

Somos invadidos por toda classe de preparos nacionais e internacionais. Começamos nós mesmos a preparar as nossas próprias formulas. Ficamos isolados,pois nossos
amigos amadores timbraram pelo caminho do aprendizado e hoje em dia os vemos transformados em pescadores ou catadores de cogumelos.

Nosso caso, Deve-se tratar de genética. O que anima a nos empenharmos a fundo nesse desafio, é tentar reproduzir este fenômeno que se chama criação em
cativeiro.

Ah! Já ia me esquecendo do início desse artigo: Por que morrem os filhotes no ninho???

Descobrir isto causo muitos anos de tentativas frustrantes.

A causa da maioria das mortes é, sem dúvida a falta de água ou de líquidos para digerir a ração e as massas atuais, na maioria das vezes muito ricas e indigestas,
longe estão os tempos em que os nossos avós criavam de forma natural, com cardo, pão duro amolecido, alpiste e maçãs.

Na primeira semana de vida os filhotes duplicam seu peso a cada dia, e 75% compõe-se de água.

Os três primeiros dias passam sem incidentes nenhum. No quarto ou quinto dia os examinamos a tarde. As ninhadas alimentadas. Que satisfação.

No dia seguinte perderam peso. Encontram-se menores que no dia anterior. Começa o retrocesso. As gorduras acumuladas em torno da cintura desaparecem
rapidamente. A cor se torna avermelhada.

Pedem insistentes por comida. Não é isso que precisam, mas sim água. No dia seguinte não tem forças para levantar a cabeça.

A mãe insiste em dar-lhes comida, eles não reagem, não podem levantar a cabeça, a fêmea, ante negativa, se deita sobre eles. Não podendo digerir a comida, também
ela adoece de indigestão.

O ninho começa a molhar-se, pois os excrementos são líquidos e a fêmea não pode limpá-lo . É então quando atacam as bactérias coli e salmonela sem que nada se
possa fazer, pois os filhotes estão muito debilitados, e tudo ocorre no espaço de dois dias.

Esta sintomatologia é evidenciada quando a fêmea salta do ninho e sua barriga está úmida e suja. Sempre se disse que a fêmea suava sobre os filhotes e esses
morriam, quando na realidade são os excrementos destes mais a febre e o suor que sujam a barriga da fêmea.

Uma observação lógica de que estes filhotes não estavam doentes é a seguinte:

Se estivessem contaminados por alguma bactéria, a maioria haveria de morrer dentro dos ovos ou nos dois dias seguintes ao nascimento.

Quando sempre atribuímos ao azar de bactérias, responsabilizando-as por todos os males. Se tivéssemos nos preocupado mais com os devidos cuidados dos
reprodutores, não existiria a maioria dos problemas.

Como fornecer líquido aos filhotes?

Fornecendo maçãs, cuscuz, pão umedecido, sementes fervidas e verduras.

Nos três primeiros dias de vida os filhotes são alimentados pela mãe com papainhas líquidas e semi digeridas.

A partir do terceiro dia convém dar pela manhã um pedaço pequeno de maçã, se possível do tamanho de uma noz ou menor. Na ração adicionamos sementes fervidas e umedecidas.

Quando os filhotes depositarem os excrementos na borda do ninho, já se pode dar maçã a vontade.

Principalmente nas raças de cores modernas, se lhes damos maçã em excesso a mãe, ou algumas mães, os alimentam quase que exclusivamente de maçã,
resultando fezes demasiadamente líquidas e de difícil limpeza pelas fêmeas e que se pode terminar com a ninhada.

Este assunto de criar pássaros se pode comparar com os primeiros meses de vida de um bebê, em que os cuidados de limpeza de fraldas e alimentação suave são
primordiais.

O pão úmido ( um pedaço pequeno ) também é interessante. A verdura, se não se trata de canários timbrados ou de raças resistentes com o cobre é
conveniente deixar para Segunda ou terceira alimentação e fornece-la a partir dos quinze dias e sempre gradualmente. Finalmente, um sistema inovador
de água é o cuscuz. Trata-se do germém de trigo duro separado do grão. Nos países árabes é usado para preparar um prato típico, o Kibe.

Em canaricultura, pássaros exótico e outros, se emprega o cuscuz para misturar com ração, trazendo umidade e tornando-as mais apetitosas e acima de tudo
conseguindo o aporte de líquido necessário para a perfeita digestão da comida.

Como preparar o cuscuz?

No caso do prato culinário árabe, não sei. Porém na avicultura é o seguinte:

Á noite, ou horas antes de preparar a ração, põe-se uma quantidade de cuscuz de molho com o dobro de água. Nesta água pode acrescentar algumas gotas de
complexo vitamínico.

Se usar algum remédio é conveniente não coloca-lo junto com o cuscuz de molho, é sim, coloca-lo no final para que não perca parte de sua eficiência em muitas
horas de água.

Se preparar o cuscuz a noite, é conveniente guardá-lo na geladeira para que o calor não o azede.

Resumo de alguns conselhos úteis.

1 - Não dar alimentação demasiado forte nos primeiros 5 dias.

2 - Nunca dar misturas de sementes a partir das 6 horas da tarde.

3 - Se houver oportunidade, dar a ração de manhã e depois do almoço. Sempre na quantia exata.

4 - Não variar e não acrescentar nenhuma mudança brusca na alimentação.

5 - Não se preocupe em demasia se alguns filhotes não estão alimentados a noite, pois a natureza é sabia.

6 - Se, por exemplo, se tem 10 casais e uma média de seis funcionam, tudo corre bem. Deixe que eles continuem seu sistema e no final da temporada terá
conseguido 60 pássaros. Pode guardar os outros quatro casais para fazer uma investigação. Não tente fazer alguma mudança em todos os casais porque estes
quatro não funcionam.

7 - Não mude os filhotes doentes no último momento para que uma fêmea sádia, pois dificilmente os salvará. Ela é que pode adoecer, principalmente se é uma fêmea
que os alimenta bem.

VOCÊ QUER COMEÇAR A CRIAR CANÁRIOS

Revista FPO 2001
Arquivo editado em 26 Ago 2001


ORIGEM- Os canários são originários do Arquipélago das Canárias. A maneira como o canário se propagou é muito polêmica pois enquanto uns dizem que foram contrabandeados outros afirmam que nas exportações só de machos que se faziam na época, seguiram também, por engano, algumas fêmeas. Hoje o canário é o pássaro mais popular do mundo e a canaricultura atinge um alto grau de desenvolvimento.

ONDE CRIAR- Qualquer local, desde que abrigado de correntes de ar e isento de umidade. Um cuidado importante: o combate ao mosquito inimigo feroz do canário. Um picada, geralmente ao redor das unhas, provoca inflamações difíceis de serem curadas e muitas delas são fatais.

GAIOLAS E ACESSÓCIOS- As com estrados e comedouros externos, além de mais higiênicas, são mais funcionais e facilitam o trabalho do criador. Nas paredes deve-se usar suporte para pendura-las evitando o contato direto. Os poleiros devem ser de espessura adequada, não permitindo o tocar das unhas na parte inferior dos mesmos. Banheiras de tamanho grande e comedouros e bebedouros de plástico.

FORMAÇÃO DO PLANTEL- É um item de importância capital, pois de uma boa escolha dos componentes do plantel mais de 50% dos sucessos de uma criação. Adquira somente pássaros sadios e dentro do padrão de raças estabelecido pelo clube de Canaricultura. Filie-se a um deles. Peça orientação a seus diretores especule. Não se deixe iludir por preços baixos. Visite os criadores de reconhecida capacidade e idoneidade.

ALIMENTAÇÃO- Existe um grande número de fórmulas de farinhadas. Escolha a que lhe parecer mais simples e eficiente. Semente básica é o alpiste com 15% de aveia e 15% de colza. As verduras são: almeirão, chicória, sempre bem lavadas.

ACASALAMENTO- O período de cria inicia-se em junho. Acasale somente os exemplares sadios. Isso se conhece pelo comportamento do casal: o macho cantando vigorosamente e a fêmea batendo as asas ao pular de um poleiro para outro. Realizando o acasalamento e não havendo nenhuma irregularidade, dentro de mais ou menos 8 dias ela inicia a postura que varia entre 3 a 5 ovos, os quais devem ser retirados diariamente e guardados em um recipiente com sementes redondas, devendo-se virá-los todos os dias para que a gema não precipite. Coloque um ovo plástico no ninho e quando o último ovo for posto, geralmente mais azulado que os demais, volte com todos para o ninho permitindo, assim, que depois de treze dias de choco nasçam todos os filhotes no mesmo dia.

INCUBAÇÃO- Dura, como foi dito acima, 13 dias, sendo que no sétimo dia já podem ser observados através de um foco de luz os ovos que, se galados, apresentam uma tonalidade opaca.

NASCIMENTO E ALIMENTAÇÃO DOS FILHOTES- Nascidos os filhotes, deve-se retomar cuidado para que não falta alimento, principalmente farinhada com ovo e a verdura.

ANILHAMENTO- Por volta do sétimo dia devemos anilhar os filhotes. A anilha é um anel inviolável de alumínio onde estão gravados todos os dados necessários a identificação do canário. Esses anéis devem ser adquiridos no clube que o criador se filiar.

SEPARAÇÃO- Normalmente separam-se os filhotes dos pais aos trinta e cinco dias de idade.





CAUSAS DE MORTE NOS FILHOTES
Luiz Pirez Ovar
Revista Pássaros Ano 7-nro 33/2002
Arquivo editado em 25 Maio 2003


Quando os filhotes morrem até ao terceiro dia, normalmente é porque os pais não os alimentam suficientemente bem, e vão enfraquecendo,a cabando por morrer nos três primeiros dias.

Daí ser sempre conveniente, no mínimo, observar de manhã, por volta das 8 horas se já têm o papo cheio, se não teremos que lhes dar a comida. Também é conveniente verificar por volta das 12 ou 13 horas, idem, depois pelo menos à noite, antes cerca de uma hora das luzes se apagarem, ou no caso de ser iluminação natural, antes do anoitecxer, que é para eles não passarem a noite toda sem nada no papo. Quando os pais não os alimentam, deveremos dar papas de 2 a 3 horas de intervalo no máximo, nos primeiros 5 dias. É que normalmente após uns dias de termos colaborado na alimentação dos filhotes, entretanto estes já ganharam força suficiente para pedirem a comida aos pais, passando estes a alimenta-los convenientemente. Também, será oportuno lembrar que nesta altura a iluminação deverá ter a duração pelo menos de 15 horas, das 6:30h da manhã, as 21:30 horas da noite.
Existem no mercado especializado, papas próprias para a cria à mão, por palito ou através de seringa, devendo no entanto escolher-se a mais adequada ao tipo de raças que estamos a criar.
A título de exemplo lembro que o valor protéico das papa terá que variar conforme os tamanhos das raças, assim dou alguns exemplos, raças de pequeno porte, como: os Canários de cor, Glosters, fife-Fancy e Lizards, necessitam até ao trinta dias de papas (quer de cria à mão, quer de comedouro), com um valor protéico bruto de aproximadamente 26%. Para canários de médio porte, como: Border, Norwich e Frizado do Sul, cerca de 29%, para grande porte, como: Crest, Yorkshire, Frizado do Norte e Pduano, cerca de 32%, e para raças gigantes, como o: Lancashire e Frizado Parisiense, 38% de proteína bruta. É claro que não encontrará papas no mercado com todas as características, pois ficam muito mais caras, devo dizer que a papa que eu utilizo para os meus Parisienses, deverá juntar à papa de cria à mão Proteínas vegetal e animal, ou seja, por exemplo de soja e lactoalbumina, que contém todos os aminoácidos necessários ao desenvolvimento, devendo ser equilibrada em 45% de proteína vegetal: 55% de proteína animal, acompanhadas de fosfato bicalcico, para um melhor desenvolvimento ósseo.
Nesta altura a Gordura bruta deverá ter um valor máximo de 8%, os minerais que na vida normal são de 3%, nesta altura terão de triplicar, as fibras e cinzas na ordem dos 3%. É conveniente entre a mistura que se fornece a os papas, os Hidratos de Carbono andarem pelos 58 a 60%, o que quer dizer que não se deve fornecer muita aveia juntamente com o alpiste, pois torna-se muito indigesta.
A ambas as papas deveremos juntar um Probiótico à base de lactobacilos, para reposição constante de flora intestinal, e um antibiótico leve, próprio para crias, para prevenção de doenças intestinais. A papa de cria à mão normalmente só é utilizada durante os primeiros 8 a 10 dias, pois a partir dessa altura não a aceitam mais, daí, na papa que se coloca no comedouro para os pais a fornecerem aos filhotes, deverá continuar a possuir as qualidades protéicas e todas as outras acima referidas, pelo menos nos primeiros 30 dias de vida.
Se morrerem após o quinto ou sexto dia, é bem mais grave, pois se passam os 3 primeiros dias, não se trata de falta de alimentação, mas sim de doença, pois, muito embora eles possam morrer em estado de eventual magreza, deve-se ao fato de estarem doentes e os pais ao constatarem isso, na maioria dos casos acabam por lhes deixar de dar comer.
Normalmente a doença que aparecer entre quinto e o décimo segundo dia é a Colibacilose, originada pela bactéria Ech.Coli, que é a que mais mata no ninho, a par eventualmente da Proventiculite.
Se os pais estão aparentemente bem, é Colibacilose. Se os pais estão um pouco abatidos, a ficar gradualmente magros, é bem pior, é Proventriculite, e esta doença praticamente não tem cura.
Vamos começar pela hipótese da Colibacilose; A colibacilose normalmente tem duas vertentes que atacam ao mesmo tempo, que é a de via intestinal e a de via respiratória, daí há necessidade de efetuar um tratamento, 5 dias antes da previsível postura (este tratamento põe-os imunes durante 15 dias a 3 semanas), com um antibiótico que possua a capacidade de prevenir a Colibacilose, Coccidiose, Salmonelose e Micoplasma, que normalmente será necessários associar-se dois antibióticos, que sejam compatíveis, administrar pelos menos 5 dias, sempre com complexo vitamínico-mineral-aminoácido.
Tal como outros grandes criadores nacionais e estrangeiros, eu não aconselho dar legumes na época das criações, pelo menos nos primeiros dias pois embora sejam muito apetecíveis, são a causa da origem da salmoneloses e colibaciloses, já que ou estão mal lavados, ou demasiado indigestos, face à fermentação, para além de nos canários de porte ser um fator de fraco desenvolvimento. Eu próprio não dou legumes aos meus canários há três anos, e tenho casais a criar desde 1995, que nunca estiveram doentes. Claro que, os legumes são ricos em minerais e sódio, que tudo isto é facilmente substituível com um complexo multimineral (eu utilizo um à base de extratos de algas). O sódio resolveremos com uma colher de sopa de sal de cozinha, por cada quilo de papa. O sódio é importante porque evita o picacismo e canibalismo. Quanto à fruta, nesta altura não dar mais que um pouco de maçã e ou cenoura cortada e não ralada, pois a cenoura ralada azeda e fermenta de imediato, uma vez por semana.
Dar menos sementes negras (gordas) e mais papas, devendo 15 dias antes das criações dar dia sim dia não, dar todos os dias durante a época da postura, parar na incubação e recomeçar a dar 2 dias antes do filhotes nascerem, a partir daí dar todos os dias até à sua separação, entretanto os pais no novo ciclo da incubação, continuando os filhotes com papa diária até os 45 dias, retomando depois uma alimentação normal.
Se a papa é de molhar, nunca deve ficar de um dia para o outro, e se a umidade da papa é grande, e a umidade ambiente é mais de 60%, deverá estar disponível para os canários no máximo 2 horas.
À noite convém deixar a chamada papa úmida (de ovo), e para a enriquecer um pouco, deverá juntar-se lhe papa úmida de insectívoros, pois tem mais proteína.



SOFIA E GABRIEL AMO VOÇES!!!
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